‘Valores a receber’: 48 milhões de brasileiros têm R$ 10,7 bilhões esquecidos em bancos
Até fim de julho, sistema devolveu R$ 11,33 bilhões, de um total de R$ 22,03 bilhões
O total de dinheiro esquecido em instituições financeiras e bancos para ser resgatado pelos consumidores chegou a R$ 10,7 bilhões. O SRV (Sistema de Valores a Receber), do Banco Central, atualizou nesta terça-feira (9) o valor para devolução.
Até o fim de julho, o sistema devolveu R$ 11,33 bilhões de um total de R$ 22,03 bilhões postos à disposição pelas instituições financeiras.
Em relação ao número de beneficiários, 29,4 milhões de correntistas haviam resgatado valores. Por outro lado, 52,6 milhões de beneficiários, entre pessoas físicas e jurídicas, ainda não sacaram seus recursos.
Segundo o Banco Central, o Sistema de Valores a Receber é aberto, e, por isso, novos valores podem ser incluídos mensalmente por instituições financeiras.
A consulta e o pedido de resgate podem ser feitos a qualquer tempo. Os valores não resgatados permanecem guardados nas instituições financeiras.
Total de valores a receber por tipo de instituição
Bancos – R$ 5,8 bilhões;
Administradora de consórcio – R$ 3,4bilhões;
Cooperativas – R$ 838,9 milhões;
Instituições de pagamento - R$ 356,1 milhões;
Financeiras - R$ 189,8 milhões;
Outros - R$ 31,7 milhões;
Corretoras e distribuidoras - R$ 10,2 milhões;
Quantidade de beneficiários por faixa de valores a receber
• Entre R$ 0 e R$ 10 – 39 milhões
• Entre R$ 10,01 e R$ 100 – 14,4 milhões
• Entre R$ 100,01 e R$ 1.000 – 5,9 milhões
• Acima de R$ 1.000,01 – 1,08 milhão
Segundo o Banco Central, o beneficiário com valores a receber em mais de uma faixa é contado mais de uma vez. Por isso, nesse painel, o número de pessoas com dinheiro a receber é maior do que o informado pelo BC.
SVR: o que é e como resgatar
O SVR é um serviço do BC no qual o cidadão pode consultar se ele próprio, sua empresa ou pessoa falecida têm dinheiro esquecido em algum banco, consórcio ou outra instituição.
Para ter acesso a recursos de pessoas falecidas é preciso ser herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal.
As estatísticas do SVR são divulgadas com dois meses de defasagem, com a atualização de novas fontes de valores esquecidos no sistema financeiro. Apesar da transferência ao Tesouro, as estatísticas continuarão a ser atualizadas pelo BC.
Depois de ficar fora do ar por quase um ano, o SVR foi reaberto em março de 2023, com novas fontes de recursos, um novo sistema de agendamento e a possibilidade de resgate de valores de pessoas falecidas. Os saques por meio do sistema do BC foram interrompidos após a transferência dos valores esquecidos para o Tesouro Nacional.
O repasse ao Tesouro ocorreu para compensar a prorrogação da desoneração da folha de pagamento até 2027. Os cerca de R$ 9,7 bilhões vão compor os R$ 55 bilhões que entrarão no caixa do governo para custear a extensão do benefício, mas a decisão caberá ao STF (Supremo Tribunal Federal), que julgará uma ação que questiona a constitucionalidade da devolução ao Tesouro.
Para consultar se tem valores a receber, basta acessar o sistema no site do Banco Central (www.bcb.gov.br/meubc/valores-a-receber) e preencher os campos com o CPF (Cadastro de Pessoa Física) ou CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica).
O SVR engloba valores disponíveis:
Em contas corrente ou poupança encerradas;
Cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito;
Recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados;
Tarifas cobradas indevidamente;
Parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente;
Contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas;
Contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas; e
Outros recursos disponíveis nas instituições para devolução.
Golpes
O Banco Central alerta os correntistas a terem cuidado com golpes de estelionatários que alegam fazer a intermediação para supostos resgates de valores esquecidos, mesmo com a interrupção dos saques. Veja os principais alertas:
O único site para consultar e saber como solicitar a devolução dos valores, da empresa ou de pessoas falecidas, é o valoresareceber.bcb.gov.br;
Todos os serviços do Valores a Receber são totalmente gratuitos;
Não faça nenhum tipo de pagamento para ter acesso aos valores;
O Banco Central não envia links nem entra em contato para tratar de valores a receber ou para confirmar seus dados pessoais;
Somente a instituição que aparece no Sistema de Valores a Receber é que pode contatar você, e ela nunca vai pedir sua senha;
Não clique em links suspeitos enviados por email, SMS, WhatsApp ou Telegram.
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