Alfredo Gaspar aponta que Stefanutto foi responsável por autorizar descontos fraudulentos em 1,2 milhão de aposentadorias
Segundo o parlamentar, essa medida resultou em prejuízo direto de R$ 62 milhões
O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar, afirmou que documentos oficiais e relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU) comprovam que o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, autorizou descontos em massa nas aposentadorias e pensões de mais de 1,2 milhão de segurados, contrariando uma instrução normativa expedida por ele próprio, que proibia expressamente esse tipo de autorização coletiva.
Segundo Alfredo Gaspar, essa medida resultou em prejuízo direto de R$ 62 milhões, conforme constatado pela CGU, e beneficiou associações suspeitas, em detrimento dos aposentados e pensionistas. “Essa ação do senhor Stefanutto, segundo a CGU, deu um prejuízo direto de 62 milhões de reais e protegeu as associações, esquecendo os associados. O senhor foi contra a regra, foi contra parecer da Procuradoria da Fazenda Nacional, e tudo isso está registrado no relatório da CGU”, destacou o relator durante a oitiva.
De acordo com os dados oficiais, 97,6% dos beneficiários atingidos afirmaram nunca ter autorizado os descontos. O relatório da CGU classificou a operação como fraudulenta, demonstrando que a inclusão em massa dos beneficiários foi feita de forma irregular e sem consentimento, inclusive com recomendações enviadas por e-mail ao ex-presidente do INSS, repetidas em mais de uma ocasião.
Além dos descontos associativos, a CPMI investigará ainda possíveis descontos consignados irregulares nas folhas de aposentados e pensionistas. “Ele fez acordo com o PICPAY e Crefisa. São acordos altamente suspeitos e nós vamos, a partir de janeiro do próximo ano, adentrar esse assunto. Evidentemente que ele tem todo o direito de defesa, mas os documentos e os fatos vão totalmente na contramão da inocência dele”, explicou.
Alfredo Gaspar também comentou sobre o andamento da investigação da CPMI e sobre o comportamento de alguns depoentes diante de seus questionamentos como relator. “Não tenho medo de enfrentar poderosos ou criminosos, nem de caras feias ou de ladrões de milhões, seja lá quem for. Irei enfrentar, cumprir a minha missão: identificar quem roubou, quem protegeu esses corruptos e quem deu apoio político. O que nos interessa é que os aposentados e pensionistas tenham seu dinheiro de volta e que esses grandes bandidos da nação sejam punidos”, finalizou.
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