Lula diz que citou Bolsonaro em reunião com Trump: "É passado"
“Se depender de mim e de Trump, vai ter acordo”, diz Lula sobre tarifaço dos EUA
O presidente Lula disse que citou a questão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na reunião com Donald Trump. Lula afirmou que, em suas palavras, Trump sabe que “rei morto é rei posto” e que Bolsonaro “faz parte do passado da política brasileira”. Ao anunciar as tarifas ao Brasil, Trump mencionou o processo que Bolsonaro enfrentava — o ex-presidente foi condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na madrugada desta segunda-feira (27), em coletiva à imprensa na Malásia, que está otimista quanto ao fim do tarifaço imposto pelos Estados Unidos.
“Se depender do Trump e de mim, vai ter acordo”, disse Lula, após a primeira rodada de reuniões entre negociadores brasileiros e americanos sobre as tarifas de 50% aplicadas por Washington a produtos brasileiros.
O petista afirmou que teve uma “boa impressão” do encontro com Trump e que acredita que “logo não haverá problema entre Estados Unidos e Brasil”. Segundo Lula, o diálogo com o republicano marcou o início de uma nova fase da relação bilateral, com a parte “política e ideológica” deixada de lado.
O presidente ressaltou que as sobretaxas foram resultado de “informações equivocadas” sobre a balança comercial entre os dois países. “Fiz questão de dizer que as decisões tomadas contra o Brasil foram infundadas. Está provado que os Estados Unidos tiveram superávit comercial de US$ 410 bilhões com o Brasil nos últimos 15 anos — só no ano passado, foram quase US$ 22 bilhões”, disse.
Lula destacou que entregou um documento por escrito a Trump durante o encontro, detalhando os pontos da reivindicação brasileira, incluindo o pedido de suspensão imediata das tarifas e a revogação de sanções aplicadas sob a Lei Magnitsky a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
O presidente afirmou ainda que o Brasil quer um acordo comercial amplo, sem restrições setoriais. “Ele sabe o que nós queremos: primeiro suspender a taxação e negociar”, afirmou. “Reconheço que um presidente possa sobretaxar produtos estrangeiros quando causam prejuízo à sua indústria, mas o que não pode é acontecer o que aconteceu com o Brasil.”
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