Esquistossomose: O que você precisa saber sobre a doença que pode levar à morte
O diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais de fezes, que detecta ovos do parasita Schistosoma mansoni
Conhecida popularmente por barriga d’água, a esquistossomose é uma doença parasitária, ligada diretamente ao saneamento precário. O indivíduo que entra em contato com água doce que tenha caramujos infectados, contrai a doença. A infecção é prevalente em áreas tropicais, comunidades carentes, sem o devido acesso à água potável e sem saneamento adequado.
Em Palmeira dos Índios, a Secretaria de Saúde (SMS), em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), executa o projeto Efeito de Condições de Saneamento na Ocorrência da Esquistossomose, e trabalha em quatro comunidades: Lajes do Caldeirão, Moreira, Gavião de Cima e Serra da Mandioca.
O diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais de fezes, que detecta ovos do parasita Schistosoma mansoni. Como não existe vacina, o tratamento, nos casos mais simples, é feito com medicação fornecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os mais graves requerem internação e até cirurgia, a depender da gravidade do caso.
Se não for tratada, a esquistossomose pode evoluir para formas crônicas e levar à morte, com aumento do fígado e baço, cirrose hepática, hipertensão pulmonar, hemorragia digestiva, além de formas mais raras e graves que afetam o sistema nervoso central.
A prevenção é um combinado de saneamento básico eficiente, ações de prevenção e tratamento adequado. Investir em água tratada, coleta de esgoto e medidas educativas protege a saúde individual e coletiva. “Isso reduz o risco de transmissão e garante melhor qualidade de vida para todos. Sabemos que as obras de saneamento básico causam transtornos, em todos os lugares, mas ao final, todos saem ganhando em qualidade de vida e livre de muitas doenças, a exemplo da esquistossomose”, disse a prefeita Tia Júlia.
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