Relatório denuncia trabalho escravo em obras para a Copa de 2022
A Copa do Mundo de 2014 ainda nem passou e o Mundial que acontece dentro de oito anos já enfrenta problemas gravíssimos.
A Confederação Sindical Internacional (ITUC, na sigla em inglês), órgão que reivindica a mudança do local de disputa da Copa de 2022, divulgou um relatório em que denuncia operários vivendo em situação análoga à escravidão na construção do Al Wakrah Stadium e outras ligadas ao torneio, inclusive de infraestrutura.
Ainda segundo o relatório, 400 trabalhadores nepaleses já morreram durante o serviço no Catar desde 2010. Outros 694 indianos também perderam a vida entre 2011 e 2013 no país. Estes números não são todos relativo a obras de preparação do Mundial, mas preocupam a Confederação Sindical Internacional, que pede ações da Fifa.
A Confederação Sindical Internacional estima que até 4000 trabalhadores estrangeiros podem morrer no Catar nos próximos oito anos, caso a situação não se altere.
"O Catar precisa mudar. A Fifa pode fazer a diferença se obrigar que a kafala seja abolida e o respeito pelos direitos internacionais dos trabalhadores sejam respeitados para que o Catar abrigue a Copa do Mundo de 2022", declarou Sharan Burrow, secretária-geral da ITUC.
A Fifa apenas considerou a situação no Catar como "complexa".
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