Ex-goleiro do São Paulo participa da Paralimpíada e recebe apoio de Ceni
Uma amizade fortalecida na dor. A história do Bruno era até óbvia para os padrões do futebol: são-paulino fanático, sonhava ser goleiro e, claro, era fã de Rogério Ceni. Meta ousada, mas que parecia ser questão de tempo para ser bem-sucedida. O destaque nas categorias de base o levou precocemente aos profissionais e o fez ser apontado como substituto natural do Mito. Um acidente de trânsito, porém, interrompeu a trajetória aos 20 anos e, curiosamente, o aproximou do ídolo. De companheiro de trabalho, Rogério ser tornou amigo, protetor e um dos principais motivadores do menino que recebeu o diagnóstico chocante: ficaria tetraplégico, com risco de mexer somente os olhos. Dez anos depois, a participação na segunda Paralimpíada como velejador representa um sucesso bem mais significativo do que seria herdar a camisa 1 do São Paulo.
Foi Rogério Ceni a primeira pessoa a chegar ao hospital ao saber da colisão no dia 11 de agosto de 2006, na rodovia Régis Bittencourt, e que vitimou fatalmente ainda Weverson, também goleiro da base do São Paulo, e a jogadora de vôlei Natália Manfrin. Foi Rogério Ceni quem visitou regularmente o pupilo durante o longo e sacrificante período de recuperação. Foi Rogério Ceni o responsável pela volta de Bruno ao clube, mesmo que para almoços de confraternização no CT. E foi Rogério Ceni quem mandou da Inglaterra, onde realiza curso para ser treinador, um recado para o amigo antes dos Jogos Rio 2016.
"Você é um grande vencedor independentemente do resultado. Estar onde você está já é motivo de muita comemoração. Estamos na torcida, sempre com você!", disse o eterno ídolo Rogério Ceni.
De sorriso aberto, Bruno agradeceu o carinho do ídolo e falou sobre a relação estreita criada principalmente após o acidente que mudou sua vida. Maior ídolo da história do São Paulo, o ex-goleiro segue como inspiração para o garoto que um dia sonhou seguir seus passos. Agora, nas águas da Baía de Guanabara.
"Temos uma amizade muito boa desde quando passei a treinar com o profissional, ele sempre foi gente boa. Depois do acidente, ficou maior ainda. É uma pessoa que tenho muita admiração e sempre me apoiou. É uma inspiração como pessoa e como atleta, um exemplo em todos os sentidos. Mesmo com tudo que alcançou, todo sucesso, nunca o vi desanimado. Levo os ensinamentos dele na minha vida como velejador".
Dez anos depois de sofrer a lesão que o deixou tetraplégico, Bruno prefere apontar os fatores positivos depois de diagnóstico tão assustador.
Competidor da classe skud 18, Bruno entra na Baía de Guanabara do dia 11 a 16 de setembro. A honra de defender a bandeira do Brasil, no entanto, está longe de ser novidade para o velejador. Além de ter participado de Londres 2012, ele tem no currículo o título mundial sub-17 de 2003 com a seleção brasileira.
"Mudou o esporte, mas o objetivo é o mesmo: representar bem o meu país, dar o máximo. Temos um povo que passa por tantas dificuldades e queremos dar uma alegria. A motivação é a mesma. Uma medalha vai ser complicado, mas vamos fazer o nosso melhor" concluiu.
Últimas notícias
Com menos de cinco mil habitantes, cidade alagoana prevê sete milhões para eventos
Indicadores estaduais puxam para baixo desempenho de Maceió no IPS Brasil
Presidente de associação é encontrado morto em assentamento de Joaquim Gomes
Helicóptero cai no Rio de Janeiro e mata quatro pessoas
Delmiro Gouveia registra dois acidentes com motocicletas em menos de uma hora
São Sebastião abre inscrições para 240 vagas em cursos profissionalizantes gratuitos
Vídeos e noticias mais lidas
MP sugere caminhões frigoríficos para armazenar corpos de vítimas da Covid-19
Comandante da PM emociona em homenagem a coronel que morreu após mal súbito
PM da Rotam é encontrado morto em apartamento na Pajuçara, em Maceió
Abastecimento do Tabuleiro é paralisado para conserto de rompimento em adutora
