Clamídia: DST é responsável por cerca de 25% dos casos de infertilidade
Clamídia (Chlamydia Trachomatis) é uma bactéria transmitida através de relações sexuais que afeta homens e mulheres. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), A Clamídia sozinha é responsável por aproximadamente 25% dos casos de infertilidade, sendo 15% nas mulheres e 10% nos homens. Se incluída outra DST (doença sexualmente transmissível), a gonorreia, a porcentagem de mulheres inférteis por conta dessas doenças chega a 25%. Ambas DSTs provocam infecções que, quando não são tratadas, desenvolvem doença inflamatória pélvica (DIP), condição que pode levar à infertilidade.
“Não é a Clamídia diretamente, mas a infecção pélvica que pode ter como consequência alterações tubárias, o que provoca a dificuldade de engravidar, por isso se detectada e tratada a tempo não afetará a fertilidade” adverte Dra. Isa Rocha, ginecologista do IVI Salvador. Um grande problema tem sido realizar o diagnóstico precoce, já que em 75% dos casos essa DST não apresenta sintomas, portanto se não forem por revisões periódicas, o tratamento pode demorar para acontecer ou simplesmente não ser feito até um ponto crítico. Se não for tratada, a infecção pode provocar danos nas trompas como obstrução ou dilatação, que impedirão a passagem do óvulo e sua fecundação.
Mesmo quando a Clamídia não tenha afetado a capacidade de engravidar, pode continuar sendo um risco para a mãe e o feto durante a gravidez. Segundo publicado pela FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), existe um aumento de evidências que relacionam a infecção por Clamídia Trachomatis com o aumento da incidência de problemas gestacionais tais como: abortamento, infecção intra-uterina, natimorto, prematuridade, ruptura prematura de membranas e endometrite pós-parto.
O tratamento contra a Clamídia é simples e realizado com antibióticos. Porém, os danos que a doença pode chegar a causar pela ausência de tratamento, podem ser mais difíceis de serem solucionados e algumas vezes irreversíveis. Dado o caráter assintomático dessa DST, é recomendável estar em dia com as revisões ginecológicas e confirmar que o parceiro também esteja livre da doença.
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