Preços de produtos natalinos apresentam variações, diz pesquisa da Seplag
O Natal é a melhor data de vendas para o comércio varejista. É o período de confraternizações, mundialmente comemorado através de trocas de presentes. Para ajudar na compra de produtos e artigos para a época, a Secretaria de Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), através do Índice de Preço ao Consumidor (IPC), realizou coletas de preços dos produtos mais procurados no período de festas natalinas.
“Neste ano, foi possível perceber que os preços dos artigos de decoração mais procurados sofreram várias alterações, influenciados principalmente pelo aumento do nível de preço ocorrido ao longo dos meses”, adiantou o gerente de pesquisas da Seplag, Gilvan Sinésio.
Em relação aos artigos decorativos, o levantamento mostrou que itens como estrela e festão apresentaram aumentos de 50,05% e 29,86%, respectivamente. A explicação é que os produtos têm em sua composição, na maioria das vezes, o plástico, que é derivado do petróleo e sofreu alterações devido ao atual cenário econômico.
No setor alimentício, os itens mais procurados apresentaram, em sua maioria, variações positivas nos seus preços, se comparados aos do mesmo período do ano passado. Os itens que mais se destacaram foram o Pernil, com aumento de 26,84% e, em seguida, o Azeite, com um aumento de 24,92%.
A nova tributação imposta este ano contribuiu também para o aumento nos preços das bebidas frias. Os produtos importados, principalmente os vinhos, sofreram acréscimos nos preços, devido a desvalorização cambial e as altas taxas sobre a importação.
As frutas mais visadas para o Natal com maiores variações de preços foram a Amêndoa e a Castanha de Caju, com 21,84% e 21,44% respectivamente. “O reflexo climático foi o que mais influenciou o preço das frutas, esse efeito provocou uma redução na sua oferta, criando, dessa forma, um excesso de demanda”, acrescenta Sinésio.
Artigos para presentes
O grupo de eletroeletrônicos foi um dos que mais sentiu os efeitos provocados pelo atual momento econômico. A explicação se dá pelo esfriamento nas vendas ao longo do ano, que fez com que muitos produtos ficassem estocados nas lojas. “Além disso, houve aumento nos preços deste grupo por conta das festas de final de ano, e é natural que isso aconteça”, ressalta o pesquisador.
Saias e bermudas também apresentaram um aumento considerável, com variações de 16,03% e 12,52%, respectivamente. O levantamento aponta ainda que a alta inflacionária alterou o preço de shorts e vestidos.
“Este Natal será marcado por preços altos, e uma grande retração da demanda, ocasionada pela crise. Essa tendência também será reforçada pelo novo destino do 13° salário, que será usado para sanar dívidas e aplicação em poupança”, finaliza Gilvan Sinésio.
Para verificar a pesquisa completa e ter acesso a outros dados coletados pela Seplag, acesse o site Alagoas em Dados ou clique aqui.
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