?Mulheres representam 49,7% do total de servidores do Judiciário de Alagoas
O público feminino representa atualmente 49,7% da força de trabalho no Judiciário de Alagoas. Segundo dados da Diretoria de Gestão de Pessoas do Tribunal de Justiça, são 1.246 de um total de 2.507 funcionários. Na sede do TJ/AL, trabalham 341 mulheres, sendo que muitas ocupam funções de destaque, seja na chefia de gabinetes, seja conduzindo setores como o de Licitação e o da Secretaria Especial da Presidência do Tribunal.
Para o presidente do TJ/AL, Otávio Leão Praxedes, as mulheres desempenham papel fundamental no Judiciário. “Reconhecemos a determinação e a sensibilidade das nossas magistradas e servidoras em prol de uma Justiça cada vez mais atuante, célere e próxima da sociedade”.
A servidora Ivonete de Lima Duarte Macena, de 68 anos, é a que está há mais tempo no Poder Judiciário de Alagoas. Desde maio de 1966, trabalha na Comarca de São Luiz do Quitunde, auxiliando no cadastramento de processos e na realização de audiências. De lá pra cá muita coisa mudou na Justiça e na sociedade. Uma das principais mudanças, na opinião de Ivonete, diz respeito à participação das mulheres no mercado de trabalho.
“Ainda existe muita discriminação, principalmente em termos financeiros, mas acredito que a tendência seja melhorar. As mulheres estão ganhando cada vez mais espaço e conquistando os seus direitos”, disse.
Na opinião da servidora Sandra dos Santos Lima, que atua como assessora do juiz da Comarca de Pão de Açúcar, a falta de oportunidade é o principal obstáculo enfrentado pelas mulheres. Ela trabalha em um ambiente com mais homens, mas também disse acreditar na ampliação da presença feminina no mercado. “Acredito que já mudou muita coisa. A gente tem buscado essa conquista diariamente e tenho certeza de que no futuro haverá mais igualdade e respeito”.
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