Senado corta salário de Aécio e verba de gabinete após ordem do STF
O Senado informou ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quarta-feira (14) que cortou o pagamento de salário ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), afastado das funções do mandato por decisão judicial do ministro Edson Fachin, em processo que investiga a participação do senador nos crimes de corrupção e obstrução da Justiça.
O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), enviou um ofício ao ministro do STF Marco Aurélio Mello, relator do processo contra Aécio, no qual informa que, além do corte no salário, o senador também teve o pagamento da verba de gabinete suspenso, o carro oficial recolhido e seu nome retirado dos painéis eletrônicos de votação.
Aécio também está proibido de entrar no Senado, pela decisão de Fachin.
"O nome do senador estava apagado, em branco, mas reclamaram tanto, fotografaram tanto esse painel que a Mesa [Diretora] resolveu excluir o nome do senador pelo afastamento que veio do Supremo.
O presidente do Senado defendeu, porém, que, desde quando notificado pelo STF, já cumpria o previsto pelo fato de o nome do parlamentar estar bloqueado -- ou seja, sem possibilidade de registro de votos.
"Só para deixar bem claro que a Mesa Diretora e essa Presidência [do Senado] não descumpriu a decisão da Suprema Corte", afirmou Eunício.
Reportagem da "Folha de S.Paulo" desta semana afirma que o gabinete de Aécio continuava funcionando normalmente mesmo após a ordem de afastamento do senador do cargo.
As medidas adotadas contra o senador serão reavaliadas pela 1ª Turma do STF na próxima terça-feira (20), quando será julgado pelos ministros tanto o recurso da defesa de Aécio contra as restrições quanto o pedido da PGR (Procuradoria Geral da República) para que o senador seja preso preventivamente.
Ontem, a mesma turma do Supremo manteve a prisão da irmã de Aécio, Andrea Neves.
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