[Vídeo] Criança de 5 anos sofre de distúrbio renal em Arapiraca; entenda
Chegou à redação do 7 Segundos o caso do menino José Miguel Rodrigues dos Santos, de 5 anos. Há dois anos a criança, natural e residente na cidade de Arapiraca, no Agreste de Alagoas, acordou de madrugada, inchado, com febre e sofreu uma parada cardíaca.
Depois de alguns dias internado, com infecção nos rins, colesterol e pressão alta, a família de Miguel recebeu o diagnóstico: síndrome nefrótica. Inclusive, nesse tempo, como Miguel aparentava inchaço, como pode ver na foto abaixo, alguns médicos suspeitaram que fosse chikungunya, mas não.

Em contato com o médico nefrologista Lucas Amaral, ele explicou que a síndrome é um conjunto de sinais e sintomas que podem ser consequência de diversas doenças primariamente renais ou que afetem os rins.
Alguns dos sinais são: edema (inchaço) generalizado (pálpebras e membros inferiores), perda de proteína na urina (o líquido fica espumoso), hipercolesterolemia (elevação patológica da taxa de colesterol no sangue) e diminuição da diurese (secreção de urina).
“Esse quadro clínico pode ser adquirido em qualquer idade ou ser hereditário, quando ocorre geralmente no primeiro ano de vida”, explicou Lucas. “Para trata-la existem dois caminhos, o geral, que o ponto mais importante é a restrição do sódio na dieta, e o tratamento específico da glomerulopatia, que consiste no uso do corticoide”.

O médico explicou que em 90% dos casos os pacientes respondem à corticoterapia apresentando remissão total ou parcial da doença. Mas ele explicou que mesmo após o controle da síndrome, pode haver períodos de recaídas, seja por uma infecção viral, pelo uso incorreto da medicação e até redução da dose do remédio.
“Sempre buscamos usar a menor dose possível e nessas tentativas é possível registrar uma recaída, mas nem sempre as crises ocorrem com causa aparente, algumas acontecem de maneira idiopática”, detalhou o nefrologista. No caso de Miguel, em períodos de crise ele fica todo inchado, com fortes dores na abdominais.
Lucas comentou que uma pequena parcela das crianças com síndrome nefrótica necessitam de outro imunossupressor (medicamento que suprime ou reduz as reações imunológicas específicas do organismo contra um antígeno) para o seu tratamento nos casos de corticodependência e corticorresistência. “Acredito que Miguel esteja nessa pequena parcela”, completou.
A avó da criança, Eliana Rodrigues Pereira, 47 anos, e a mãe, Rafaela Rodrigues Perreira, 25, moram na Rua Francisco Costa Cavalcante, número 1414, no bairro Primavera, e sobrevivem com R$ 370 do Bolsa Família, dinheiro esse que além de pagar as contas e comprar comida, precisa arcar com remédios, consultas e exames de José Miguel, que inclusive precisa ser acompanhado por um médico, o que não é feito.
Na foto: um dos irmãos de Miguel, a avó e o portador da doença no colo da mãe.
“É uma situação terrível, quando dá a crise nem o remédio adianta, ele continua inchado”, contou a mãe. “É um sofrimento muito grande para ele e para toda a família”, lamentou Rafaela. Ao ser questionada pelo pai da criança, se ele ajudava em alguma coisa, ela disse apenas que “ele é dependente químico”.
Quem puder contribuir com o tratamento do Miguel, é só entrar em contato através do número 99656-4937.
O 7 Segundos foi até a casa de Miguel. Confira o vídeo:
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