Justiça obriga que Senado decida em votação aberta o afastamento de Aécio Neves
Votação está prevista para terça-feira (17)
Uma liminar concedida pela Justiça Federal do Distrito Federal obriga que o Senado adote a votação aberta e nominal na sessão da Casa, prevista para a próxima terceira-feira (17), na qual será decidido o afastamento ou não do senador Aécio Neves (PSDB-MG), imposto pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Os parlamentares também decidirão sobre a determinação de reclusão noturna, medida cautelar que a Corte fixou ao senador.
“Tratando-se de medida excepcional, tenho que seu exercício, para ser legítimo do ponto de vista do regime democrático, deve se dar mediante sessões públicas e voto aberto, de modo a possibilitar o controle popular acerca dos atos de seus representantes eleitos”, diz o juiz Marcio Lima Coelho de Freitas, da Sessão Judiciária do DF.
Na decisão, Freitas ressalta que a emenda 35/2001 que altera o artigo 53 da Constituição excluí a menção ao “voto secreto da maioria dos seus membros” nos casos que envolvem afastamento de parlamentares.
“Não se pode perder de vista a possibilidade, pelo menos em tese, de que esta modalidade de votação seja utilizada como forma de mascarar revanchismos políticos ou até questões pessoais, de modo que também sob a perspectiva da tutela dos interesses do parlamentar deve ser assegurada a publicidade da votação, em atendimento ao princípio acusatório”, ressalta o magistrado.
O juiz argumenta ainda que a votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) foi realizada de forma aberta e destaca que o tema já foi, inclusive, decidido pelo próprio Supremo Tribunal Federal na ocasião da prisão do então senador Delcídio do Amaral.
No caso da prisão de Delcídio, em novembro de 2015, o então presidente do Senado, Renan Calheiros, tentou realizar a votação de forma sigilosa.
Parlamentares, no entanto, reagiram e entraram com um mandado de segurança contra a iniciativa. O pedido foi deferido pelo ministro Edson Fachin com base na Emenda Constitucional 35.
Com nove inquéritos abertos no STF, Aécio foi afastado do mandato pelo Supremo e submetido a recolhimento domiciliar noturno com base na delação de executivos da JBS e em áudios que o mostram negociando o recebimento de R$ 2 milhões em dinheiro vivo.
Na última quarta-feira (11), após uma longa sessão no Supremo e em votação apertada (seis votos a cinco), o Supremo decidiu que cabe à corte, mas com palavra final conferida ao Congresso, a aplicação de restrições cautelares contra deputados e senadores, como recolhimento domiciliar noturno e proibição de viagem ao exterior.
Retirado providencialmente da gaveta, o julgamento da ação serviu justamente para definir a situação de Aécio, indefinição que vinha fomentando uma grave crise institucional entre Legislativo e Judiciário
Veja também
Últimas notícias
Laboratório OxeTech Penedo abre inscrições para cursos gratuitos de tecnologia
Justiça condena policiais envolvidos em homicídio e ocultação de cadáver de Davi da Silva
Programa Planta Alagoas beneficia 600 agricultores familiares de Penedo
Câmara Municipal empossa mais sete servidores aprovados no concurso público de 2024
Leonardo Dias denuncia possível greve na Saúde: “infelizmente, não me surpreende”
Jovem suspeito de tentativa de homicídio morre em confronto com a polícia em Colônia Leopoldina
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem morre após complicações de dengue hemorrágica em Arapiraca
Estudantes se formam na Uninassau Arapiraca e descobrem que curso não é reconhecido
Com avanço das obras, novo binário de Arapiraca já recebe sinalização e mobiliários urbanos
