Movimento negro repudia declarações de ministra de Temer
Nesta sexta-feira (03), entidades representativas do movimento negro no país divulgaram nota em repúdio à ministra dos Direitos Humanos do governo Michel Temer, Luislinda Valois.
Em entrevista a uma rádio gaúcha, a ministra chegou a dizer que com o salário de R$ 31 mil por mês “é difícil se vestir, se alimentar, calçar e ir ao salão de beleza”. Afirmou também que trabalhar em Brasília sem uma remuneração à altura seria como trabalho escravo. Depois da entrevista, já diante de repercussões negativas, a ministra desistiu do pedido de acumular os vencimentos.
A nota emitida pelo movimento negro diz que “reivindicar privilégios e participar de um governo que quer acabar com os direitos trabalhistas, com o combate ao trabalho escravo e as políticas de inclusão racial, além de silenciar frente ao racismo religioso e as demais violências sofridas pelos povos de terreiros e comunidades quilombolas em todo o país, é um contrassenso”. A nota prossegue dizendo que “a posição da ministra é um atestado cabal da falta de compromisso com o combate ao racismo e com a verdadeira cidadania de negros e negras”.
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