Movimento negro repudia declarações de ministra de Temer
Nesta sexta-feira (03), entidades representativas do movimento negro no país divulgaram nota em repúdio à ministra dos Direitos Humanos do governo Michel Temer, Luislinda Valois.
Em entrevista a uma rádio gaúcha, a ministra chegou a dizer que com o salário de R$ 31 mil por mês “é difícil se vestir, se alimentar, calçar e ir ao salão de beleza”. Afirmou também que trabalhar em Brasília sem uma remuneração à altura seria como trabalho escravo. Depois da entrevista, já diante de repercussões negativas, a ministra desistiu do pedido de acumular os vencimentos.
A nota emitida pelo movimento negro diz que “reivindicar privilégios e participar de um governo que quer acabar com os direitos trabalhistas, com o combate ao trabalho escravo e as políticas de inclusão racial, além de silenciar frente ao racismo religioso e as demais violências sofridas pelos povos de terreiros e comunidades quilombolas em todo o país, é um contrassenso”. A nota prossegue dizendo que “a posição da ministra é um atestado cabal da falta de compromisso com o combate ao racismo e com a verdadeira cidadania de negros e negras”.
Veja também
Últimas notícias
'Guiana brasileira' volta a viralizar após estreia de Portugal na Copa
Cibele Moura amplia base política e anuncia aliança com Ivana Toledo, em Penedo
Prefeitura recupera estradas e acessos na Serra do Candará, em Palmeira dos Índios
Empresária denuncia desaparecimento de mercadorias após voo de São Paulo para Maceió
Homem investigado por agressões, cárcere privado e incêndio é preso em Craíbas
Polícia Civil conclui investigação sobre morte de criança de dois anos em Dois Riachos
Vídeos e noticias mais lidas
Profissionais de saúde são contratados para substituir doentes por covid-19
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Fernando Barbosa, fundador do tradicional Bar do Caldinho, morre aos 76 anos em Arapiraca
