[Vídeo] Vice-reitor da UNEAL recebe título de cidadão arapiraquense
Professor Clébio Araújo foi agraciado com honraria da Câmara de Vereadores
Auditório Dona Bezinha. Universidade Estadual de Alagoas. 23 de novembro, quinta-feira. O título de Cidadão Honorário de Arapiraca foi conferido ao professor Clébio Correia de Araújo. Mais um título. Mais um homenageado. Não!
Uma história diferente seria contada na solenidade de entrega que reuniu, num mesmo espaço, a democratização da diversidade. Um homem nascido da roça que virou doutor; o atavismo religioso nos cânticos do candomblé; a política representada como laço de união.
Professor Clébio – como é carinhosamente chamado o vice-reitor da Uneal – possui em sua trajetória acadêmica e humana, títulos e serviços dos mais diversos. É doutor em Educação pela Universidade Federal de Alagoas. Foi o responsável pela organização e coordenação da I Conferência Municipal de Cultura e pela implementação de ações de valorização da cultura afro-brasileira, como o I e II Xangô Rezado Alto, a I Semana da Presença Negra em Maceió e o Blocão Afro Tia Marcelina. Foi Vice Presidente do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial de Alagoas, do qual permanece como membro. Compõe o Comitê Técnico de Políticas Intersetoriais para Desenvolvimento dos Povos Tradicionais.
Já foi laureado pela Câmara de Vereadores de Maceió com a Comenda Dandara, conferida a educadores com relevantes serviços prestados no combate ao racismo. Ministra cursos, seminários e palestras sobre as temáticas educação, racismo, multiculturalismo e cultura popular. Escreve e publica artigos e ensaios sobre esses temas.
Uma trajetória escrita com a paciência e a determinação próprias daquele que procura seus objetivos. Como o caçador solitário que, embrenhado nas matas, paciente e resoluto sabe que não vai morrer de fome. E, talvez, seja mesmo esse o signo que marca a alma e a crença de Clébio. No candomblé é filho de Oxóssi – deus da caça e da fartura. O orixá representa a expansão dos limites, enquanto a caça é uma metáfora para a obtenção do conhecimento.
Na noite de homenagens, um grupo de afoxé deu o tom da comemoração. Cheirando a flores de alfazema, homens e mulheres dançaram e cantaram ao som de atabaques, reverenciando as forças vivas da natureza. O público presente, contagiado pela beleza e a força que se impunham naquele espaço, rendeu-se a sorrisos e aplausos, numa reverência cheia de respeito e admiração. Foi como se os céus africanos colorissem de amarelo e vermelho os corações da plateia.
Os olhos do homenageado brilharam. No véu do tempo que se rasgava, bem ali, por trás de suas lembranças, homens e mitos se confundiam num mesmo caminho. Sua mãe, seu pai, seus iguais; a recordação da enxada que rasgava a terra para o plantio; cheiros e sabores das memórias afetivas. A criança que mora naquele espaço, acena para o homem que venceu e conquistou mais um título. O coração dispara, a boca seca, a emoção toma conta de mais um capítulo consagrado a uma vida honrosa. As minorias pelas quais lutou, entoa o hino para o vencedor; na roda que embala destinos, negros e negras, gays, gente culta ou sem instrução, marginais da sociedade, humanos – todos agradecem pelas sementes plantadas na intenção de um mundo melhor.
Ainda sob o efeito de tantas citações e reverências, Clébio deixou ecoar do peito um último agradecimento: Okê Odé – Salve o grande caçador!
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