Esquema que levou à prisão de prefeito e ex-prefeito rendia 90% de lucro
MP divulgou supostas notas frias emitidas pela Prefeitura de Campo Grande
Na manhã desta quinta-feira (18), o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL) divulgou supostas notas frias que teriam motivado a prisão de Miguel Higino, ex-prefeito da Cidade de Campo Grande. Higino éacusado de roubar verba pública durante sua gestão, entre os anos de 2013 e 2016.
A prisão do ex-prefeito ocorreu na noite deste quarta-feira (17), após pedido do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL), por meio da Promotoria de Justiça de Girau do Ponciano, feito em novembro de 2017. O mandado de prisão ainda não havia sido cumprido porque, segundo o Ministério Público, Miguel Higino estarva no Rio de Janeiro cursando Medicina. Ao ser visto no bairro Brasília, em Arapiraca, pelo serviço de inteligência do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), o mesmo acionou o 3º Batalhão de Polícia Militar de Arapiraca e efetuou a prisão.
Segundo o promotor de Justiça, Kleber Valadares, o ex-prefeito se utilizava da mesma prática criminosa que levou seu tio, Arnaldo Higino, atual prefeito de Campo Grande à prisão. Eles são acusados de roubar verba pública, utilizando um esquema de notas "esquentadas" por empresários sem que houvesse o fornecimento real das mercadorias. O lucro para ambos sempre foi de 90%, enquanto os empresários rateavam os 10% restantes.
"Eles tinham empresários certos que emitiam notas de diversos serviços, responsáveis exclusivamente por isso, para justificarem o desvio do dinheiro público. No entanto, nenhuma mercadoria, a exemplo de material hospitalar, era entregue", ressalta o promotor.
O órgão divulgou ainda imagens do momento exato em que Higino foi detido em um posto de combustíveis, em Arapiraca.
Confira em nossa galeria as “notas frias” divulgadas pelo MPE/AL e o ex-prefeito flagrado em Arapiraca momentos antes da prisão.
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