Cisternas melhoram a vida e renovam esperanças de agricultores em Alagoas
Mais de quatro mil cisternas construídas nos últimos três anos
A ausência ou escassez de chuva é fator predominante na região do Semiárido de Alagoas, provocando déficit na agricultura e criação de animais. Com isso, a implantação do Programa Nacional de Apoio à Captação de Água de Chuva e outras Tecnologias Sociais (Programa Cisternas) vem animando pequenas famílias e agricultores que enfrentam a estiagem prolongada.
Facilitando o acesso a água para consumo próprio e produção de alimentos por meio de tecnologias simples e de baixo custo, o programa é executado pelo Governo de Alagoas, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura (Seagri).
Nos últimos três anos foram construídas mais de quatro mil cisternas de primeira e segunda água, contemplando os municípios de Coité do Nóia, Taquarana, Palmeira dos Índios, Inhapi, Água Branca, Pariconha, Igaci, Craí bas, Piranhas, Olho D’Água do Casado, Girau do Ponciano, Traipu, Estrela de Alagoas e Delmiro Gouveia.
O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) já investiu R$ 51 milhões para a construção das tecnologias sociais de acesso à água em Alagoas, executado pelo Governo do Estado.

As cisternas podem ser de caráter familiar com água para consumo, instaladas ao lado das casas e com capacidade de armazenar 16 mil litros de água da chuva; Cisternas escolaresm com água para consumo, instaladas em escolas do meio rural e com capacidade de armazenar 52 mil litros de água da chuva; ou cisterna de água para produção, com capacidade de 52 mil litros de água, de uso individual ou coletivo das famílias.
De acordo com o secretário da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura, Antônio Santiago, a entrega das cisternas mostra a importância e a prioridade do governo Renan Filho em disponibilizar água para famílias atingidas pela seca.
“A água é fundamental para a sobrevivência das famílias, e ainda para a produção alimentos e para o consumo animal”, afirma Santiago, gestor da Seagri.
Em Alagoas, o Programa Cisternas, coordenado pela Seagri, já entregou quatro mil cisternas para consumo humano. Cada tecnologia foi projetada para suprir necessidades básicas (beber, cozinhar e higiene pessoal) de uma família de até cinco pessoas por oito meses, o período normal de estiagem no Semiárido.
As cisternas transformaram a vida de milhares de mulheres sertanejas. Antes, elas tinham que percorrer, diariamente, quilômetros em busca de água de má qualidade, carregando uma lata de água na cabeça.
Cada cisterna escolar é construída nos mesmos moldes das cisternas de água para a produção. Feitas com placas de cimento, a cisterna escolar tem capacidade de armazenagem de 52 mil litros e pode garantir o acesso à água por oito meses.
Em 2018, serão investidos R$ 21 milhões em cisternas de 1ª, 2ª água e escolas, totalizando 3.500 cisternas a serem construídas.
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