Vídeo: Servidores se revoltam com nova contribuição previdenciária em Teotônio Vilela
Foi aprovado em sessão na Câmara de Vereadores de Teotônio Vilela, na noite dessa quarta-feira (28), o Projeto de Lei (PL) que aumenta a contribuição dos servidores municipais de 11% para 12%. A decisão, que contou com 11 votos a favor e dois contra, causou revolta nos servidores que acompanharam a sessão.
O 7Segundos teve acesso ao PL e, segundo o documento, o aumento da contribuição previdenciária é necessário, sobretudo, por conta da crise financeira vivenciada no país.
“ A matéria, ora, tratada no pressente projeto de Lei, possui extrema relevância econômica pela crise financeira vivenciada no País, respectivamente nos estados e municípios; relevância social, pela situação de grande potencial a ser replicado em outros casos nos quais se discutia a constitucionalidade das referidas elevações de alíquota ; a relevância jurídica, uma vez que é imprescindível a analise legislativa sobre o tema”, trouxe um trecho do projeto.
A contribuição previdenciária do município de Teotônio Vilela estaria sendo alvo de investigações por parte do Ministério Público Estadual (MPE). Servidores acusam a Prefeitura de descontar os valores dos contribuintes e não repassar para a previdência. A informação não foi confirmada pelo 7Segundos.
Um contribuinte, que preferiu não se identificar, disse que se envergonha e definiu a decisão como “ o falecimento da nossa querida democracia”. “Ela ( a democracia) parte deixando-nos lições de falta de ética, dignidade e acima de tudo falta de humanidade e respeito pelo funcionalismo público de nossa querida cidade, onde um grupo de vereadores, que se dizem representantes do povo, desrespeitou e menosprezou o princípio primordial pelo qual eles foram eleitos, que é o de representar o povo vilelense”, desabafou um funcionário público. “A resposta se o povo bem soubesse daria na hora das eleições, mas infelizmente nas urnas se fazem de esquecido”, acrescentou outro servidor.
O 7Segundos tentou contato com o prefeito João José Pereira Filho , por meio da Assessoria de Imprensa, mas até o fechamento da matéria, não houve respostas.
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