Justiça prende em São Paulo acusado de encomendar morte de cabo PM em Dois Riachos
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL), por meio da Promotoria de Justiça de Cacimbinhas, conseguiu localizar o acusado de mandar matar o cabo Márcio André Paes Benjoino - crime ocorrido na cidade de Dois Riachos, em 2015.
O promotor de Justiça, Ivaldo da Silva, repassou as informações ao Serviço de Inteligência da Polícia Militar de São Paulo que efetuou a prisão do autor intelectual, Jairo Vieira Cardeal, na cidade de Piracicaba. A prisão preventiva foi determinada pelo juiz da Comarca, Kleber Borba Rocha, e nesta segunda-feira (5) o promotor ofereceu um aditamento da denúncia.
Até a prisão de Jairo Cardeal, o promotor de Justiça, Ivaldo Silva, manteve contato permanente com os policiais militares de Piracicaba repassando dados do processo e também cópia do mandado de prisão. Por cerca de dez horas trocaram informações precisas e o criminoso, foragido por dois anos, encontrado.
“Autoridades locais já foram acionadas para escoltar o foragido até Alagoas, onde, o processo terá prioridade, dada a relevância de uma resposta adequada a crime tão grave”, ressalta o promotor Ivaldo.
O representante do Ministério Público enfatiza a presteza dos policiais paulistanos no processo de recaptura do homicida.
‘O trabalho dos patrulheiros da cidade de Piracicaba, os soldados PM Castilho e Camargo, com apoio de diversos outros policiais, foi fundamental na captura do preso, o qual ainda tentou fornecer dados falsos sobre a sua identidade a fim de se manter impune. E nós sabíamos da importância dessa prisão, pois era um propósito das forças policiais do Estado, desde a gestão de Alfredo Gaspar frente à Secretaria de Segurança Pública.”, afirma o promotor.
O caso
O policial militar foi morto em um trecho da BR-316, entre os municípios de Cacimbinhas e Dois Riachos, no sertão alagoano, durante uma emboscada, no dia 02 de setembro de 2015. O principal articulador da morte, Jairo Cardeal,estava foragido, com destino ignorado até então.
Benjoino foi morto com mais de dez tiros, de três calibres diferentes. Jairo teria contratado Edemir Soares Júlio, autor material, que contou com a ajuda de outras pessoas para a execução, por acreditar que o cabo Benjoino teria participação na morte do seu irmão.
Edemir foi preso dois meses após o crime em operação coordenada pela delegada Ana Luiza Nogueira, que à época era gerente de Polícia Judiciária da Região 4 (GPJ4).
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