Comemoração na entrega de na Santa Mônica é alvo de críticas de Rodrigo Cunha
O deputado Rodrigo Cunha (PSDB) reagiu com indignação à comemoração realizada pelo Governo durante a abertura dos 26 leitos da Maternidade Escola Santa Mônica. Em tom de crítica, o parlamentar lembrou que os leitos já haviam sido inaugurados em 2015, mas nunca postos em funcionamento. De acordo com Cunha, esse resultado é fruto de decisão judicial, determinando que os leitos fossem abertos.
“Isso fez com que, na tarde de ontem (dia 5), fossem inaugurados esses leitos. Pode soar estranho para quem não acompanha e viu pela imprensa a inauguração de 26 novos leitos e achar que são 78 no total; e não são”, observou Rodrigo Cunha, durante a sessão ordinária desta terça-feira, 6.
Durante o discurso, o parlamentar lembrou que desde 2015, na condição de fiscalizador do Poder público, vem acompanhando o caso. De acordo com ele, foram várias representações junto ao Ministério Público tanto Federal quanto Estadual, realizações de audiências públicas, discussões no plenário da Assembleia Legislativa. “Além de acompanhar de perto a ação da própria Defensoria Pública nesse sentido e, principalmente, o resultado dessas ações judiciais movidas pelos Ministérios Públicos (Estadual e Federal)”, disse Cunha.
“Acredito que qualquer ser humano de bom senso, que acompanha e que não gosta de ser feito de tolo, fica indignado. Como é que pode o Governo festejar, inaugurar pela segunda vez a mesma unidade, da mesma forma? Como é que pode o governador ter que cumprir uma decisão judicial que determinou que fossem abertos esses leitos, com uma fitinha com laço, tendo feito isso há três anos?", questionou Rodrigo Cunha.
Em aparte os deputados Ronaldo Medeiros (MDB) e Bruno Toledo (PROS) contribuíram com o pronunciamento do tucano. Medeiros defendeu que o Governo vem investindo na saúde, citando como exemplo a construção de novas unidades hospitalares a exemplo do Hospital da Mulher. “Amanhã, por exemplo, o Governo do Estado vai lançar oficialmente mais 127 leitos de retaguarda para desafogar o HGE (Hospital Geral do Estado) em parceria com alguns hospitais de Maceió”, contou Medeiros.
Por outro lado, Bruno Toledo foi solidário a Rodrigo e Cunha e questionou como serão custeados os novos hospitais que estão sendo construídos no Estado.
“É importante sempre voltar nessa reflexão, não por perseguição a qualquer política pública, mas para marcar uma posição que preciso testemunhar não é nova: a preocupação com os serviços das unidades hospitalares já existentes”, disse.
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