Trump expulsa 60 russos dos EUA e ordena fechamento de consulado
Movimento vem depois de o Reino Unido ter expulsado oficiais russos por ataque contra o ex-espião Sergei Skripal. Outros países europeus podem fazer o mesmo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou nesta segunda-feira (26) a expulsão de 60 russos do país, incluindo diplomatas e funcionários do governo de Vladimir Putin, e fechou o consulado russo na cidade de Seattle. A ação, diz os EUA, é resposta ao ataque com agente nervoso contra um ex-espião que aconteceu no início deste mês no Reino Unido e que teria sido conduzido pela Rússia.
O movimento dos EUA acontece após a expulsão de diplomatas russos do Reino Unido e que foi anunciada há alguns dias pela primeira-ministra britânica, Theresa May, e a cobrança por explicações do governo da Rússia pela União Europeia. Segundo a rede de notícias CNN, a expectativa é a de que outros países europeus realizem manobras diplomáticas do gênero nos próximos dias.
Relembre o caso
As represálias vêm depois de os ânimos terem esquentado entre o Reino Unido e a Rússia em razão do envenenamento do ex-agente Sergei Skripal no último dia 4 de março na cidade britânica de Salisbury. O ataque atingiu ainda a filha de Skripal, Yulia, de 33 anos, e o policial que os encontrou agonizando no parque. As vítimas do envenenamento seguem hospitalizadas.
Investigações revelaram que a substância usada no ato era um agente nervoso do tipo “Novitchok”, de fabricação russa. As evidências fizeram com que May exigisse explicações do envolvimento do governo de Putin e esclarecesse se foi o responsável pela ação contra Skripal ou se perdeu o controle sobre a substância que o envenenou,
A Rússia negou qualquer envolvimento no caso e disse que não responderia aos ultimatos. Como resposta à expulsão de seus diplomatas de solo britânico, os russos também expulsaram diplomatas de May do seu território.
Quem é Sergei Skripal
Nascido em 23 de junho de 1951, Skripal trabalhou até 1999 no serviço de inteligência do exército russo e chegou a ser coronel. De 1999 a 2003, trabalhou no Ministério das Relações Exteriores do país.
Em 2004, foi detido e acusado de “alta traição” por ter repassado informações sobre as identidades de agentes secretos russos que trabalhavam na Europa para o serviço de inteligência britânico, o MI-6, em troca de US$ 100 mil.
Condenado a 13 anos de prisão, ele ficou preso até 2010. Depois de receber perdão do então presidente Dmitri Medvedev, foi incluído na maior troca de espiões desde o fim da Guerra Fria. Vivia na Inglaterra desde então.
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