“Sergipanos e pernambucanos têm inveja de Alagoas”, diz Luciano Barbosa
O vice-governador Luciano Barbosa, candidato à reeleição na chapa Renan Filho (MDB), disse em sabatina na Rádio Novo Nordeste, na manhã desta sexta-feira (28), que Alagoas vive um novo momento, embora ainda haja muito que se fazer em todas as áreas. Luciano citou obras importantes como a duplicação da AL-220. Segundo ele, não foi uma promessa de campanha, e sim uma realidade, com o objetivo de facilitar o acesso da região de Arapiraca ao litoral alagoano e à capital do estado. Ele falou ainda sobre a saída de aliados do Governo para se candidatarem em chapas de oposição, como o Senador Fernando Collor de Melo.
Segundo Barbosa, essa é a situação do momento, o que geralmente muda depois das eleições. “Eu acho que o quadro sempre se rearruma depois das eleições. Depois das eleições, assentada aí (sic), a poeira, as pessoas vão conduzir. No meu entendimento todos devemos estar juntos na defesa dos interesses do estado de Alagoas”, disse. Questionado sobre a contradição nos índices de homicídio divulgados pelo Governador, Luciano disse que “existem dados estatísticos que são pronunciados nacionalmente. Maceió era a cidade mais violenta, hoje não é”, completou.
Sobre a necessidade de geração de emprego em Alagoas, Barbosa discordou, afirmando que, na sua avaliação, “falta um pouco de informação”. Ele justificou que os serviços e a agricultura são os grandes geradores de emprego no estado. O vice-governador destacou os investimentos em infraestrutura, como a recuperação de mil quilômetros da malha rodoviária do estado e o gás canalizado trazido para Arapiraca, além da duplicação da AL-220.
Para Luciano, “antigamente os sergipanos tinham orgulho do seu estado, e a gente inveja; os pernambucanos tinham orgulho do seu estado, e a gente invejada. Hoje o sergipano e o pernambucano invejam o desenvolvimento do estado de Alagoas”, completou. Barbosa sustentou que a crise é brasileira, e que “enquanto o resto do país de ajoelhou diante da crise, o estado de Alagoas se agigantou”.
Ele fez duras críticas ao setor sucroalcooleiro, afirmando que a monocultura é de cana de açúcar esgotou seu ciclo, que é preciso criar novas oportunidades de negócios no campo com distribuição de renda, e que o setor de cana de açúcar é um grande concentrador de renda, uma realidade vivida desde o começo do século passado. O Vice-governador finalizou dizendo que “já não cabe mais a quantidade de usinas de cana de açúcar do passado aqui em alagoas”.
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