Produtores recebem incentivo de cooperativa para produção de leite
A estimativa é de que a agricultura familiar alagoana chegue a produzir cerca de 150 mil litros de leite por dia.
A Cooperativa de Produção Leiteira de /alagoas (CPLA), continua investindo para melhorar as condições de produção para os pequenos produtores de leite do Estado. A proposta é conseguir aumentar a produção dos agricultores familiares, dando condições de subsistência.
“Estamos investindo em melhoramento genético, técnicas do manejo da pecuária leiteira e buscando espaços para que esse produtor tenha como comercializar. Isso é uma forma de melhorar a vida social do produtor”, destaca o presidente da CPLA, Aldemar Monteiro.
Os números mundiais ligados à agricultura familiar, segundo a plataforma Global Dairy em 2017, só o setor leiteiro conta com 133 milhões de propriedades em todo o mundo e mais de 600 milhões de pessoas vivendo nelas. São cerca de 99,7% de propriedades que produzem com menos de 100 animais. Os dados apontam a importância da agricultura familiar na produção mundial.
Em Alagoas, através da CPLA, são mais de 2 mil pequenos produtores de leite produzindo. Nas propriedades onde a cooperativa realizou uma pesquisa de acompanhamento de produção, os pequenos produtores chegam a ter, em média, 20 animais, entre bezerros, bezerras e vacas e apenas cinco em produção. A estimativa é de que a agricultura familiar alagoana chegue a produzir cerca de 150 mil litros de leite por dia.
“Esse números ainda são baixos para a agricultura familiar. A média de produção por animal chega a 22 litros de leite na pecuária brasileira. No Nordeste, cai para 14 litros. Quando se fala em agricultura familiar, esse número baixa ainda mais, chegando até 9 litros produzidos por dia”, explica o presidente da cooperativa.
A falta de espaços para comercialização também é um dos fatores que prejudica o fomento à agricultura familiar. “A saída estratégica é buscar novos espaços de comercialização para dar segurança a esses pequenos produtores. Hoje eles não conseguem dobrar a produção porque não tem a quem comercializar. O Plano de Negócios da UBL de Batalha tem esse foco. O local precisa funcionar para garantir a melhoria de vida para o produtor”, atenta Aldemar Monteiro.
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