Prisão de acusado de estupro em Craíbas deixa família de vítima aliviada
Mãe de adolescente vítima de Alex Sandro da Silva apela para que outras vítimas denunciem
A mãe do adolescente que denunciou o servidor da prefeitura de Craíbas, Alex Sandro da Silva, que foi preso na última terça (16) por crime de estupro de vulnerável, afirmou que apesar do trauma, a família se sente aliviada pelo agressor não estar mais nas ruas. A mulher, que terá o nome preservado, também fez um apelo para que o acusado não seja liberado.
"A sensação é de alívio, apesar da prisão ainda ser preventiva. Por isso a gente quer que o juiz do caso se comova, como ser humano, e dentro da lei venha a punir de verdade essa pessoa, para que ele não seja solto", afirmou.
A mulher contou que procurou a polícia, junto com o esposo e o filho, que na época tinha 12 anos, assim que o menino contou que havia sofrido o abuso, em 2017. Desde aquela época, de acordo com ela, Alex Sandro já tinha uma "fama" na cidade, que fez com que ela já previsse que o filho havia sido abusado quando o menino chegou para ela e para o pai para falar sobre o agressor.
"Quando ele falou: 'você conhece o Alessandro?', eu gelei na hora. Já conhecia as histórias que falavam dele, da fama extensa que ele tinha. Aí o pai dele perguntou o porquê, ele contou o que havia acontecido", relata a mãe da vítima.
O menino contou que um dia que foi ao mercado acompanhado de um primo de dez anos, foi chamado por Alex Sandro para colocar algumas caixas dentro do carro da prefeitura que ele dirigia, e teria prometido um pagamento pela "ajuda". O servidor teria atraído os meninos para a casa dele e levou a vítima para o quarto, onde o estupro aconteceu. A mãe conta que o filho protestou e que o agreessor teria pegado no braço da criança e apertado com tanta força que chegou a causar um hematoma.
Após o relato do filho, ela disse que o marido pensou em fazer "justiça com as próprias mãos", mas eles ponderaram e no dia seguinte foram até a delegacia denunciar o estupro. O menino foi submetido a exame de corpo delito no IML de Arapiraca e o inquérito policial foi instaurado. Segundo informações, as investigações foram concluídas menos de um mês depis, em 2017, e o servidor público foi autuado por estupro de vulnerável, mas só no começo da semana a Justiça expediu mandado de prisão preventiva contra o acusado.
De acordo com a mãe da vítima, Alex Sandro fazia comentários sobre o caso com os colegas de trabalho. Ela afirma que ele dizia coisas como "fiz e vou continuar fazendo" e dava a entender que ele é que seria assediado pelas vítimas. "É por isso que peço aos pais de outras crianças que foram abusadas que criem coragem para denunciar à polícia. Apesar da fama que já existia, ninguém denunciou antes", declarou.
A mulher afirma ainda que, apesar de já fazer dois anos que o abuso aconteceu e do alívio pelo acusado ter sido preso, a família ainda está muito abalada com o ocorrido. "A sensação é de horror. Acontecer com um filho da gente, uma criança indefesa, e chegar ao ponto de ser abusado por um cara de mais de 30 anos é horrível. Uma sensação tão tuim que é difícil dscrever", afirmou.
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