Arapiraca está na zona vermelha de infestação por Aedes aegypti
Segundo vereador, casos de dengue está relacionado a falta de condições de trabalho dos agentes
O município de Arapiraca está na zona vermelha de risco de surto das infecções, com o Índice de Infestação Predial (IIP) de 5,1, no Levantamento Rápido de Índices de Infestação do mosquito Aedes aegypti (LIRAa), divulgado no último dia 30 pelo Ministério da Saúde. Apesar de a cidade estar longe da grave situação dos municípios como Craíbas e Satuba, cujo IIP ultrapassa 10, também está longe de alcançar o patamar para ser classificado como zona verde, com índice inferior a 1.
A situação do município não é surpresa para os pacientes do 5º Centro de Saúde. Nas últimas semanas, a quantidade de pessoas que busca atendimento com sintomas como febre, dor de cabeça e pelo corpo, acompanhados de manchas avermelhadas aumenta a cada dia, comuns à dengue, zika e chinkungunya.
Uma das causas da proliferação do mosquito transmissor dessas doenças infecciosas seria a dificuldade dos agentes de saúde de Arapiraca em fazer o combate aos focos do inseto no interior das residências e do trabalho de conscientização da população.
Na quinta-feira da semana passada (26), o vereador Rogério Nezinho (MDB) usou a tribuna da Câmara de Vereadores para denunciar a falta de condições de trabalho dos agentes de saúde na cidade. Segundo o parlamentar, os moradores das residências visitadas pelos agentes de saúde não estão abrindo a porta porque os trabalhadores não estão identificados.
Nezinho afirma que os agentes estão sem fardamento e sem as mochilas amarelas - utilizadas para transportar material de trabalho - e, por conta disso, muitas vezes não conseguem fazer seu trabalho porque os proprietários de residências desconfiam que sejam assaltantes. De acordo com o vereador, as mochilas rasgaram devido o desgaste provocado pelo uso intensivo e não foram substituídas.
Sobre o fardamento dos agentes, a Secretaria Municipal de Saúde de Arapiraca afirmou que as atividades não foram suspensas, mesmo sem o uniforme. O órgão disse que a licitação que vai garantir o fardamento está “bem adiantada” e será entregue em no máximo 30 dias.
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