Após demissões, UBS João Paulo II funciona de maneira precária
Conforme denúncia, 7 funcionários foram demitidos e prefeitura mandou apenas 2 aprovados no PSS
Apesar de processo seletivo simplificado (PSS) dar ao menos uma aparência de moralidade nas contratações temporárias feitas no serviço público, a substituição acelerada de contratados têm refletivo na qualidade do serviço prestado à população. A Unidade Básica de Saúde (USB) do bairro João Paulo II, que atende também parte dos moradores do bairro Primavera, funciona de maneira precária desde a demissão de sete contratados, que atuavam na parte administrativa e de serviços gerais da unidade.
Conforme denúncia feita pela moradora Maria Francista, no lugar dos sete demitidos, a prefeitura teria mandado apenas dois aprovados no PSS, que não conseguem dar conta do volume de serviço. Segundo ela, apesar do empenho da equipe em manter o posto de saúde funcionando, não está descartada a hipótese de paralisação do serviço.
"Quando cheguei no posto de saúde, houve uma palestra dos funcionários para explicar a situação. Como não tem ninguém para fazer a limpeza, os banheiros estão fechados porque estão sujos e o médico fica mudando de consultório porque quando suja, não tem quem vá limpar. Na hora que o posto fecha, as técnicas de enfermagem, apesar de não serem o trabalho delas, vão fazer limpeza, porque senão o posto já tinha fechado por falta de condições de funcionamento", declarou.
No dia em que ela procurou atendimento na UBS, havia duas pessoas no balcão de atendimento, apenas um médico, uma enfermeira e uma técnica de enfermagem para atender a população. A marcação de exames, segundo Maria Francisca, está sendo feita por uma agente comunitária de saúde que se dispôs a ajudar no funcionamento da unidade.
"Eles disseram que estão fazendo de tudo para não suspender o atendimento, mas acham que não irão conseguir manter se nada for feito para resolver a situação. Como é que um posto de saúde, em uma área onde tem tanta gente doente com dengue, chikungunya e gripe funciona desse jeito?", questiona.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Saúde e aguarda resposta sobre a situação.
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