TSE decide nesta 3ª sobre assinatura eletrônica para criação de partidos
Plenário vai discutir assunto que tem repercussão direta nos planos do presidente Jair Bolsonaro de criar sua legenda, o Aliança pelo Brasil
O plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidirá nesta terça-feira (26) sobre a possibilidade de a Justiça Eleitoral aceitar o uso de assinaturas eletrônicas para a formação de um partido político, uma causa que tem repercussão direta nos planos do presidente Jair Bolsonaro da criar sua legenda, a Aliança pelo Brasil.
Os ministros do TSE vão decidir sobre o assunto em uma consulta formulada pelo deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS) no ano passado.
Na semana passada, o vice-procurador-geral Eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros, se manifestou contra a possibilidade de a Justiça Eleitoral aceitar o uso de assinaturas eletrônicas legalmente válidas de eleitores que apoiem a formação de um partido político.
A posição de Medeiros contraria os planos de Bolsonaro para criar o novo partido. O presidente — que participou na semana passada de ato para o lançamento da legenda — disse que, se o TSE aceitar as assinaturas eletrônicas, o partido seria legalmente constituído a tempo de ter candidatos para as eleições municipais do próximo ano. Do contrário, segundo ele, a Aliança pelo Brasil estará fora da corrida municipal.
Para se criar um partido, entre outras obrigações, é preciso o apoiamento de cerca de 500 mil assinaturas de apoiadores, que precisam ser validadas pela Justiça Eleitoral.
Cassação
Na mesma sessão, o TSE julgará duas ações que pedem a cassação do mandato de Bolsonaro e do vice dele, Hamilton Mourão, por suposto abuso de poder envolvendo a invasão por hackers e alteração do conteúdo da página no Facebook pertencente ao grupo "Mulheres Unidas contra Bolsonaro".
Leia mais: Novo partido de Bolsonaro já tem nome: Aliança pelo Brasil
O perfil das páginas na rede social, segundo os processos, foi alterado para se tornar elogioso à então chapa comandada por Bolsonaro. Nesse caso, entretanto, o parecer do MP Eleitoral é pela rejeição das duas ações sob a alegação, em linhas gerais, de que as mudanças na página não tiveram impacto eleitoral.
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