Moro vê ‘avanços significativos’ após Congresso aprovar pacote anticrime
Proposta apresentada pelo ministro foi modificada durante tramitação na Câmara e no Senado e, agora, vai à sanção presidencial
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou que “há avanços significativos” na aprovação do PL 6.341/2019, conhecido como pacote anticrime. Mesmo reconhecendo que os parlamentares não deram aval a toda a proposta apresentada por ele no início deste ano, Moro comemorou a aprovação pelas redes sociais. Agora, o texto vai à sanção do presidente Jair Bolsonaro.
O pacote anticrime foi aprovado no Senado nesta quarta-feira, 11, tal como chegou da Câmara dos Deputados. O texto reúne parte da proposta apresentada por Moro e trechos do texto elaborado pela comissão de juristas coordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Um dos avanços citados pelo ministro é a prisão após condenação do Tribunal do Júri. Atualmente, um réu pode recorrer em liberdade mesmo depois de condenado. O texto prevê que o acusado seja preso logo após a condenação nos casos em que a pena estipulada seja de pelo menos 15 anos.
“Assassinos condenados pelo Júri não mais deixarão o Tribunal pela porta da frente, como se a Justiça nada significasse. Irão direto para a prisão. É a soberania dos veredictos do Júri. Reduziremos a impunidade e, como resultado, o número de assassinatos no país”, afirmou Moro. A proposta do ministro não previa esse tempo mínimo.
O pacote anticrime traz mudanças na legislação penal, como o aumento de penas e novas regras para progressão de regime pelos condenados. Os pontos considerados mais controversos, que eram originais do projeto do ministro da Justiça, foram retirados durante a tramitação no Congresso.
Dentre esses pontos, estão temas como prisão após condenação em segunda instância – que já está em discussão nas Casas; o plea bargain, que prevê a redução de pena de acusados que confessarem ter cometido um determinado crime; e a excludente de ilicitude, dispositivo que protege de punição agentes de segurança que, por “violenta emoção, escusável medo ou surpresa”, cometessem excessos no exercício da função.
Após a aprovação do texto na Câmara, Moro lamentou a retirada desses pontos. “Em relação ao que não foi aprovado [na Câmara], vamos trabalhar para restabelecer no Senado, ou, eventualmente, por projeto à parte. Isso faz parte do jogo democrático”, disse o ministro no dia seguinte à aprovação do projeto pelos deputados.
Veja também
Últimas notícias
Ex-PM foragido há mais de dois anos por homicídio é preso em Arapiraca
Alagoas embarca 100 alunos da rede pública para intercâmbio na Inglaterra
[Vídeo] Atualização do Plano Diretor de Maceió mobiliza vereadores e sociedade civil
Sefaz mantém cobrança de quase R$ 788 mil contra Americanas em Alagoas
Mercados e feiras de Maceió terão horário especial no feriado de Finados
Centro de treinamento de jiu-jítsu é arrombado e tem televisão furtada em Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
[Vídeo] Chuvas abrem cratera e motoristas correm riscos na AL-101 Norte
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
Jovem é preso com arma e drogas no bairro do Jacintinho, em Maceió
[Vídeo] Polícia Civil divulga imagens da perseguição ao Guarda Municipal morto em Teotônio Vilela
