Homossexual relata preconceito por opção sexual e não consegue doar sangue, no Hemoal Arapiraca
Hemoal afirma que cumpre as determinações do Ministério da Saúde
Um homossexual de 27 anos, que preferiu não se identificar, disse que sofreu preconceito, por sua opção sexual, ao ser atendidido por um médico do Hemoal Arapiraca, no agreste de Alagoas. O jovem tentou doar sangue mas não conseguiu, e fez um Boletim de Ocorrência na Central de Polícia.
De acordo com o jovem, ele é doador de sangue desde 2015, e já fez três doações, mas o atendimento começou a ficar preconceituoso quando ele disse que é homossexual. “Fui fazer a doação de sangue e passei pelos procedimentos normais, aí o médico perguntou se que mantinha relação sexual com homens ou mulheres, eu respondi com homens, e ressaltei que tem mais de cinco meses que não tenho relações sexuais, e sempre que fico faço uso da camisinha. Aí o medico mudou a tonalidade da conversa, informando sobre uma portaria que eu não poderia doar sangue, que eu tinha que ter mais de um ano sem relações”.
O jovem disse ainda que confrontou o médico com perguntas, e o profissional se alterou. “Questionei que se tivesse um homem e uma mulher poderia transar ontem e vim doar sangue normal, e porque eu sou gay é diferente, sou infectado?! Aí ele começou ser rude, e eu me retirei da sala”.
“Me senti humilhado, vítima de preconceito, falei com a assistente social, e ela disse que eu não procurasse as redes sociais e que iria me transferir para outra médica, mas que não colocasse na mídia, e a diretora mandou me deixar em casa. Isso é um preconceito explícito”, falou indignado.
O jovem disse ainda que o Hemoal ligou para a sua casa, após o ocorrido, e informaram que de acordo com a porteira do Ministério da Saúde ele não poderia doar sangue. “Foi a forma que me abordaram, poderiam ter explicado diferente, fiz um Boletim de Ocorrência e vou entrar na Justiça, porque não quero que ostros homossexuais passem por isso”.
O Portal 7 Segundos entrou em contato com o Hemoal Arapiraca que informou que “segundo as duas normativas ministeriais, que têm o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os homens que tiveram relações sexuais com outros homens e/ou as parceiras sexuais destes, estão impedidos de doar sangue pelo período de 12 meses”. Disse ainda que “os hemocentros brasileiros são obrigados a cumprirem, estritamente, a portaria da Coordenação Nacional de Sangue, que rege a política de sangue e hemoderivados no Brasil”.
Veja a nota completa:
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Hemoal segue portaria do Ministério da Saúde para triagem de doadores de sangue
O Hemocentro de Alagoas (Hemoal), Unidade Arapiraca, esclarece que, durante a triagem hemoterápica, segue estritamente as Portarias 158/2016 e 05/2017 do Ministério da Saúde, assim como os demais hemocentros alagoanos, sejam públicos ou privados. Segundo as duas normativas ministeriais, que têm o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os homens que tiveram relações sexuais com outros homens e/ou as parceiras sexuais destes, estão impedidos de doar sangue pelo período de 12 meses. Ressalta que, ainda em 2017, o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento de uma ação judicial que irá decidir sobre a doação de sangue por homens que fazem sexo com outros homens e, até a conclusão da votação pelos ministros da corte, os hemocentros brasileiros são obrigados a cumprirem, estritamente, a portaria da Coordenação Nacional de Sangue, que rege a política de sangue e hemoderivados no Brasil.

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