Rogério Nezinho critica corte em gratificações de agentes de saúde e de endemias
Vereador classificou atitude da prefeitura de Arapiraca como "desastrosa"
O corte das gratificações recebidas pelos agentes comunitários de saúde e agentes de controle de endemias é uma atitude desastrosa da prefeitura de Arapiraca, segundo o vereador Rogério Nezinho. Durante sessão da Câmara de Vereadores, o parlamentar afirmou que em período de pandemia, "onde cada centavo é importante para o trabalhador", o desconto nos salários é desvalorizar os profissionais que atuam na saúde.
“Em meados de setembro de 2019, da tribuna desta Casa, denunciei que Agentes de Saúde e de Endemias estavam trabalhando com os uniformes rasgados e o material de trabalho danificado”, falou Rogério Nezinho, lembrando que não é a primeira vez que ele denuncia a falta de compromisso da gestão com a categoria. Em sua fala, ele ainda indagou: "Como um pai de família poderá manter sua casa com um corte de R$ 359 no salário?".
Rogério Nezinho demonstrou ter ficado revoltado com a insensibilidade do prefeito Rogério Teófilo, que garantiu que estas gratificações não seriam retiradas, como o gestor havia prometido em uma reunião ocorrida em março, da qual participaram vereadores, o secretário de Saúde, Glifson Magalhães, e representanres de entidades sindicais que representam a categoria. Segundo o vereador, na mesma reunião Teófilo teria garantido também a implantação do piso salarial da categoria naquele mesmo mês, mais uma promessa descumprida.
Rogério Nezinho diz não concordar com a alegação da administração municipal que os agentes que tiveram desconto na gratificação são aqueles que estão em desvio de função por atestado médico. “Pelo que tenho conhecimento nas entrevistas do presidente do SindAgreste, Jader de Albuquerque, apesar de os agentes estarem em desvio de função, eles estão trabalhando e comparecendo as Unidades Básicas de Saúde, correndo risco de uma possível contaminação pelo Covid-19", declarou.
O vereador concluiu sua fala dizendo apoiar a iniciativa dos representantes da categoria que durante audiência realizada na quarta-feira (1), decidiram que irão solicitar a intervenção do Ministério Público do Trabalho para tentar resolver a situação, lembrando que o adicional de insalubridade é um instrumento legal de compensação ao trabalhador “por períodos de trabalho exposto a agentes nocivos, com potencial para prejudicar a sua saúde de alguma forma”.
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