Pesquisa nacional avalia os efeitos da pandemia no setor cultural
Sesc integra o esforço de encontrar soluções para as atividades de cultura no pós-pandemia
Resultados preliminares da pesquisa "Percepção dos Impactos da Covid-19 nos Setores Culturais e Criativos do Brasil" comprovam perdas importantes em termos de receita e indicam que artistas, empreendedores e profissionais da área, estarão entre os últimos a terem suas atividades normalizadas.
Um primeiro boletim parcial do estudo constatou que entre as pessoas que trabalham nos setores cultural e criativo, a perda total de renda ficou registrada em 45,7%. Foram mais afetadas pessoas que recebem até um salário mínimo (54,6%), de 1 a 2 salários mínimos (37,1%) e de 2 a 3 salários mínimos (36,1%).
Desde o início do isolamento social, as atividades mais impactadas com a perda total da receita foram os festivais e feiras (68,4%), seguidos do teatro (59,1%), da produção de filmes (53,9%) e da música (49,5%). Nos estados, a perda total de receitas do setor cultural no mesmo período foi mais sentida no Rio Grande do Sul (56%) e no Espírito Santo (55,7%), e menos sentida nos estados do Paraná (36,4%) e do Amazonas (38,6%).
O sociólogo Rodrigo Correia do Amaral, um dos coordenadores do levantamento, destaca que é preciso observar o predomínio da informalidade e da baixa remuneração nesta amostra: "Apesar dos setores cultural e criativo contarem com uma mão de obra qualificada, na qual um percentual elevado de pessoas possuem o superior completo, a natureza do trabalho é muito caracterizada pela informalidade e pela baixa remuneração. Como nesta pesquisa 38,7% dos participantes são artistas, os resultados refletem a precariedade desta atividade no Brasil, onde o rendimento médio está entre 1 e 2 salários mínimos para 45% dos participantes".
O Sesc integra o esforço coletivo de pesquisadores, gestores públicos e instituições parceiras, que buscam com o estudo compreender o atual cenário da cultura na pandemia e oferecer informações aos gestores públicos, orientando o debate e a criação de saídas para a crise atual. Também trabalha no sentido de interiorizar a captura de dados nas diferentes regiões brasileiras, atingindo profissionais que residem em cidades distantes dos grandes centros, incluindo comunidades tradicionais.
"Para nós do Sesc é uma grande oportunidade participar dessa pesquisa colaborativa para o fortalecimento da cultura no Brasil. Com presença em todo os estados, o Sesc atende cerca de 2000 municípios, através de 600 unidades espalhadas pelo país. Essa capilaridade possibilita a interiorização da pesquisa, foco de interesse do trabalho", afirma Lucia Prado, Diretora de Programas Sociais do Departamento Nacional do Sesc.
O questionário permanece público e pode ser respondido pela categoria até o dia 16 de julho, através do link: http://iccscovid19.paperform.co.
No portal http://iccscovid19.com.br , estão disponíveis notícias, e informações sobre ações adotadas para enfrentar os efeitos da pandemia nos setores culturais e criativos no Brasil e no mundo.
Além do Sesc, são parceiros na iniciativa, a UNESCO, a USP, o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura e as Secretarias e Fundações de Cultura Municipais; todos interessados em registrar a visão de indivíduos e coletivos sobre os impactos da covid-19 na área da cultura. Os resultados da pesquisa vão orientar a formulação de políticas para o enfrentamento da crise.
Veja também
Últimas notícias
Laboratório OxeTech Penedo abre inscrições para cursos gratuitos de tecnologia
Justiça condena policiais envolvidos em homicídio e ocultação de cadáver de Davi da Silva
Programa Planta Alagoas beneficia 600 agricultores familiares de Penedo
Câmara Municipal empossa mais sete servidores aprovados no concurso público de 2024
Leonardo Dias denuncia possível greve na Saúde: “infelizmente, não me surpreende”
Jovem suspeito de tentativa de homicídio morre em confronto com a polícia em Colônia Leopoldina
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem morre após complicações de dengue hemorrágica em Arapiraca
Estudantes se formam na Uninassau Arapiraca e descobrem que curso não é reconhecido
Com avanço das obras, novo binário de Arapiraca já recebe sinalização e mobiliários urbanos
