Covid-19 e os possíveis riscos com a gravidez
Especialista em pré-natal de risco esclarece as principais dúvidas das gestantes
Em março de 2020 a OMS declarou que a Covid-19 configurava-se em uma pandemia. Doença de amplo espectro clínico, variando de quadros oligo ou assintomáticos a graves e fatais. Os sintomáticos se caracterizam principalmente pelo aparecimento de fadiga, febre ( temperatura >37,8°c ), tosse seca, dispnéia e mialgia. Há também outros sinais menos comuns como a diminuição ou perda de olfato e paladar, anorexia, cefaléia, diarréia, dor abdominal, dor torácica, entre outros.
Segundo o obstetra Dr Kleber Cassius, especialista em pré-natal de risco, o impacto que a covid-19 causa na gestação ainda requer estudos e dados, porém até o que hoje se sabe, não há evidências de que as gestantes corram mais riscos de desenvolverem a doença mais grave do que a população geral.
Não resta dúvida que o período gestacional provoca mudanças no corpo e no sistema imunológico da gestante e tais mudanças podem afetar severamente as gestantes em determinadas infecções respiratórias.
A grande indagação de toda gestante é se a Covid-19 pode ser transmitida para o feto ou para o recém-nascido?
A literatura científica ainda é muito limitada para nos dar respostas definitivas da infecção na gestação. Dois artigos publicados mostram que o comportamento da doença em gestantes não difere do comportamento na população geral. Quando a gestante é infectada no 3º trimestre o risco de prematuridade aumenta em 50%, principalmente após a 34ª semana.
Embora acredite-se que a transmissão vertical não ocorra, há relato de dois casos que ainda requerem revisão, de recém-nascidos testados positivos para covid-19 de mães também cometidas.
Dos casos relatados até agora, a grande maioria teve a cesariana como via de parto, por não se saber o risco de transmissão no canal de parto e pelas condições clínicas das gestantes no momento do parto.
Quanto à amamentação, não se contraindica por ter sido encontrado até o momento, porém as mamães devem usar máscara e lavar as mãos antes e após tocar o bebê.
Em resumo, a pouca informação sobre o vírus no leite materno científica da qual dispomos no momento, e por ser a gestação um período de inúmeras alterações na gestante, sugere-se que a gestante seja tratada como grupo de risco e tome todas as medidas conhecidas que diminuam o risco de infecção.
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