Comissão visita Maribondo e Dois Riachos para avaliar impacto de fechamento do BB
Visita técnica é organizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara e prefeitos da região
Deputados federais da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) da Câmara Federal estiveram, na manhã desta segunda-feira (28), nos municípios de Maribondo e Dois Riachos, para avaliar o impacto do fechamento da agência do Banco do Brasil para a população. A vísita foi acompanhada por deputados da bancada alagoana e por prefeitos da região.
“Estamos aqui em virtude da provocação da AMA, que pediu ao deputado Isnaldo Bulhões que fizéssemos uma intervenção, no sentido de tomar atitude para impedir o fechamento de novas agências e reabrir os postos e agencias que já foram fechados. Muitas pessoas são prejudicadas, ainda mais nos locais que foram fechados de forma abruta, sem diálogo. Essas pessoas precisam ser respeitadas”, afirmou o deputado federal, Hildo Rocha. Ele é autor do requerimento 88/2021, no qual argumenta que o fechamento terá consequências sociais de diversas ordens, pois faltam meios para que as pessoas se desloquem para cidades ou bairros distantes para realizar serviços bancários.
O presidente do Sindicato dos Bancários, Marcio dos Anjos, ressalta que o fechamento prejudica não só os funcionários do banco, mas afeta diretamente o desenvolvimento municipal. “Se a população tiver proventos para receber, elas terão que se deslocar para outro município, e acaba tendo risco de morte pelo deslocamento, risco de assalto e também vão comprar seus mantimentos onde retirar o dinheiro e o município de origem morre de inanição financeira”, explicou.
Dona Maria Aparecida da Silva, agricultora de Maribondo, é uma das centenas de pessoas que está sendo prejudicada com o fechamento da agência do Banco do Brasil no município. Ela precisa percorrer mais de 50 km para poder realizar seus pagamentos bancários na agência mais próxima da sua casa, que fica em Arapiraca. A outra opção mais viável para ela é ir à capital do Estado, que fica a mais de 80 km da sua residência. “Toda vez preciso mandar alguém para Arapiraca ou Maceió é um gasto a mais, um prejuízo”, afirmou.
O presidente da AMA, Hugo Wanderley, ressaltou que a população é a principal prejudicada. “O Banco do Brasil fechou as agencias sem sequer ter uma discussão entre os representantes dos municípios ou com a população. Nós queremos entender o que está acontecendo. Momento de pandemia não é o ideal para fazer o fechamento, vai estimular a aglomeração e dificultar a economia desses municípios”, destacou Wanderley.
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