Assistência da Emater possibilita que família invista no pastoreio rotativo no Sertão
Produtora conta com 10 vacas leiteiras e tem renda mensal de R$ 2 mil
Sítio Caraunã em Água Branca, alto sertão de Alagoas. É neste lugar onde Maria Conceição mora com o marido, Edeilde José, e dois filhos. Mazé, como prefere ser chamada, dividia a casa alugada com os pais e o cônjuge, vulgo Dinho, e vivia em busca de trabalho para sustentar a família.
A seca na região dificultava a vida dos produtores, muitos dos quais chegaram a perder o rebanho por não terem pasto para alimentá-los ou pela sede causada pela estiagem. Com a chegada do Canal do Sertão, os criadores começaram a almejar uma vida melhor, dentre esses, está a Dona Mazé, que, após a disponibilidade de água, decidiu investir na produção agropecuária.
Com esse investimento, veio a assistência técnica do Instituto de Inovação para o Desenvolvimento Rural Sustentável de Alagoas (Emater), que proporcionou uma evolução na atividade por meio do melhoramento genético do rebanho de gado de leite, e construíram piquetes escalonados na forma de Pastoreio Racional Voisin (PRV), com capim açu. Hoje, a família de Mazé vive da atividade, que conta com 10 vacas leiteiras.
Além disso, eles também tiveram acesso a diversas políticas públicas por meio da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). Dentre elas, o crédito rural, que possibilitou um aumento na renda familiar graças à comercialização dos produtos excedentes.
“Antes a gente não tinha como produzir. Nossas expectativas eram precárias e não tínhamos benefícios. Hoje a situação é diferente. Melhoramos nosso pasto e aumentamos nosso rebanho e renda, tudo isso graças à Emater. Já conseguimos ter outra qualidade de vida com a produção do leite, por meio de parcerias que vão fornecer benefícios e tecnologias para avançar no desempenho e no conhecimento”, relatou.
O leite da produção de Mazé passou a ser comercializado através de uma associação de produtores para uma empresa privada. Atualmente, a renda familiar está em cerca de R$ 2 mil e, com a melhora da produção, a produtora construiu sua casa própria às margens do Canal do Sertão.
“Os serviços de assistência técnica público, gratuito e de qualidade permitiram que os produtores recebessem orientações dentro da cadeia produtiva e dos princípios da agroecologia. Isso contribui para que a família se fixe no campo e promove o desenvolvimento rural sustentável, melhorando as condições de vida econômica, ambiental e social”, ressaltou o técnico da Emater, Isaquiel Dias.
10 anos da Emater
Criada em 2011, a Emater completa 10 anos no dia 1° de dezembro de 2021. E, ao longo das próximas semanas, serão divulgados os 10 casos que obtiveram os maiores êxitos durante este período, para dar visibilidade ao trabalho de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) realizado pelo Instituto.
A ação visa mostrar a importância destes serviços para o agricultor e para a economia no Estado, pois, quando o campo produz, Alagoas desenvolve.
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