Conheça as marcas russas que lembram (e muito) as de empresas multinacionais que deixaram o país
Empresas russas protocolaram logotipos parecidos com os do McDonald's, Instagram e Ikea
Em 14 de março, o McDonald’s anunciou que iria fechar temporariamente os 850 restaurantes da rede na Rússia "por dificuldades operacionais, técnicas e logísticas".
A rede de fast-food estava no país desde janeiro de 1990, e fechou poucos dias após o presidente Vladimir Putin anunciar que suas tropas iriam invadir a Ucrânia.
Diversas empresas multinacionais deixaram o país depois do início da guerra. Algumas marcas registradas por lá, muitos parecidas com as internacionais, no entanto, dão sinais de que opções "alternativas" podem surgir no mercado local no futuro.
Em 12 de março, mesmo antes do anúncio oficial do fechamento do McDonalds, uma empresa de comida enlatada protocolou uma logomarca para uma nova rede de refeições fast-food chamada Tio Vanya: um símbolo que parece o tradicional “M” do McDonald’s para o lado.
Tio Vanya é uma das peças de teatro mais importantes da Rússia e do mundo. Foi escrita por Anton Tchékhov no fim do século 19.
Um deputado russo, Vyacheslav Volodin, aliado do presidente Vladimir Putin, chegou a dizer que os restaurantes russos deveriam tomar todos pontos de redes estrangeiras que deixaram a Rùssia.
Um texto da Rádio Sputnik, da Rússia, do dia 17 de março, no entanto, diz que os advogados da empresa de enlatados afirmaram que realmente protocolaram um pedido de registro do logotipo, mas que iriam retirar o pedido.
Loja de móveis
Outra empresa que suspendeu as atividades foi a rede de varejo de móveis Ikea, que não tem operação no Brasil.
O logotipo da loja tem as cores azul e amarelo.
Segundo o jornal japonês “Nikkei”, uma empresa russa protocolou na agência de patentes um logotipo muito semelhante, com a palavra russa para ideia
Rossgram, o concorrente do Instagram
Além dessas duas marcas, há ainda a nova rede social de imagens, o Rossgram.
A Meta, a empresa que controla Facebook, WhatsApp e Instagram, decidiu mudar suas regras na Ucrânia para permitir mensagens de violências contra russos.
A empresa vai permitir que usuários das redes sociais em alguns países defendam atos de violência contra russos no contexto da guerra na Ucrânia, segundo emails internos vistos pela Reuters.

A companhia de mídia social também está temporariamente permitindo algumas mensagens que defendem a morte do presidente da Rússia, Vladimir Putin, ou do presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, em países que incluem Rússia, Ucrânia e Polônia, segundo uma série de emails internos enviados aos moderadores de conteúdo da empresa.
Em resposta, a Rússia anunciou que iria restringir o acesso ao Instagramcomo resposta à mudança de política para discurso de ódio da Meta.
No dia 28 de março, um empreendedor russo apresentou o Rossgram, que tem cores semelhantes ao Instagram e, pelas imagens no site, também terá uma navegação parecida com a do concorrente americano.
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