Defensoria cobra da prefeitura de Arapiraca retorno do transporte para estudantes da Ufal e Uneal Palmeira
Estudantes e professores fizeram novo protesto no Centro Administrativo nesta quinta (31)
A defensora pública Bruna Cavalcante ingressou com uma ação civil pública (acp), na tarde de quart\a, 30, requerendo ao Judiciário que determine, à Prefeitura de Arapiraca, o restabelecimento da oferta de transporte intermunicipal gratuito aos estudantes da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL), dos campi Palmeira dos Índios. O serviço foi suspenso, no começo deste mês, em razão de suposta falta de previsão orçamentária.
Nesta quinta-feira (31), alunos e professores das duas instituições fizeram um novo protesto na frente do Centro Administrativo. Na terça-feira (29), o grupo fez uma manifestação no local e tentou uma audiência com os gestores municipais. Após o ato, uma comissão de estudantes das duas universidades buscaram a Defensoria Pública do Estado, em Arapiraca, solicitando auxílio para garantir o retorno dos serviços. Mais de 350 alunos das duas universidades dependem do transporte municipal para continuar seus estudos.
Sem o transporte gratuito, eles precisarão desembolsar, aproximadamente, R$ 600, por mês, com pagamento de transporte alternativo ou mototáxis, valor muito acima das condições financeiras de grande parte dos discentes.
Conforme relato do grupo, o Município de Arapiraca fornecia transporte gratuito para os estudantes universitários, desde 2006, tendo suspendido o serviço em 2020, quando as aulas presenciais foram interrompidas, em razão da pandemia da Covid-19.
Com a melhora do quadro pandêmico, as instituições de ensino retomaram suas atividades presenciais, neste mês, e os estudantes buscaram novamente o transporte municipal, mas foram surpreendidos com a informação de que o serviço não seria retomado, em razão da falta de orçamento específico, bem como ausência de obrigação legal, pois o Município seria obrigado apenas a cuidar da educação básica, não do ensino superior.
“Muitos estudantes têm atividades extracurriculares no contraturno, o que eleva sobremaneira os gastos e, em razão de estudarem praticamente o dia inteiro, muitos não conseguem trabalhar e não podem fazer frente às despesas de transporte. O prejuízo para os alunos tem sido imenso e não há a mínima sensibilidade por parte do demandado em voltar a garantir um direito que, apesar de não estar textualmente previsto em lei, pelo costume foi incorporado ao plexo de direitos dos estudantes universitários residentes nesta cidade”, explicou a defensora pública.
Últimas notícias
Mulher baleada na frente do filho no Ouro Preto morre nesta sexta-feira (14)
Balneabilidade: 16 trechos do litoral de AL estão impróprios para banho
MPAL reúne promotores para alinhar atuação nas Eleições 2026 em Alagoas
Jequiá da Praia recebe Prêmio Município Alfabetizador no Seminário da UNDIME
Moradores da parte alta de Maceió serão beneficiados com regularização fundiária
Renan Filho grava guia eleitoral com Lula e diz estar mais preparado para AL
Vídeos e noticias mais lidas
MP sugere caminhões frigoríficos para armazenar corpos de vítimas da Covid-19
Comandante da PM emociona em homenagem a coronel que morreu após mal súbito
Cliente denuncia demora na entrega de carro após pagar quase R$ 110 mil
Abastecimento do Tabuleiro é paralisado para conserto de rompimento em adutora
