Especialista da Seprev orienta sobre uso abusivo de bebida alcoólica no carnaval
Psicólogo Junior Amaranto alerta que o excesso pode esconder problemas relacionados à saúde mental
O carnaval é com certeza a festa mais popular do Brasil e o feriado prolongado leva pessoas a buscarem diversão de forma mais intensa e despreocupada. Contudo, a folia excessiva pode ocasionar uma propensão maior ao consumo abusivo de bebidas alcoólicas. Pensando nisso, a Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev) alerta que o ato de consumir bebidas alcoólicas em excesso - mesmo durante o feriado de carnaval - não está isento de riscos.
“Com a chegada do carnaval é sempre bom termos cuidado com o excesso no consumo de álcool. Muitas pessoas acreditam que só vão ficar felizes e se divertir a contento se tomar uma cervejinha a mais, o que não é verdade. Outra situação são pessoas que não sabem o momento de parar e, mesmo em estado de embriaguez, continuam a beber compulsivamente. São sinais que alertam para um possível problema relacionado à saúde mental”, explica o psicólogo especialista em dependência química da Seprev, Junior Amaranto.
Sobre os riscos para a saúde de quem exagera na dose, Junior Amaranto adverte que nenhum excesso é seguro e que o abuso pode provocar uma série de problemas físicos e psíquicos para quem o pratica.
“Os danos físicos podem incluir o aparecimento de úlceras, pancreatite, gastrite, cirrose, entre outras doenças, principalmente no trato digestivo. Já as complicações psíquicas estão, na maioria das vezes, relacionadas à depressão. O álcool está classificado entre as substâncias depressoras, então, se a pessoa já sofre com esta doença e faz uso intenso ou recorrente de bebida alcoólica irá, muito provavelmente, potencializar seu sofrimento emocional”, afirma.
Por fim, Junior Amaranto destaca a importância de curtir o carnaval com responsabilidade e fomentar uma cultura saudável e livre de riscos.
“Ninguém precisa de bebida alcoólica para se divertir. Neste carnaval, o importante é se manter hidratado e isso se faz bebendo água mineral, água de coco ou suco de frutas, nunca com bebida alcoólica. Para aqueles que ainda insistem no aperitivo, é imprescindível ser responsável e passar a chave na volta para casa”, orienta.
Incentivo e comercialização de bebidas: lei
O psicólogo alerta que os eventos de carnaval favorecem o acesso de crianças e adolescentes a bebidas alcoólicas e outras drogas, como cigarro, maconha e cocaína. Quanto a isso, o especialista adverte que ofertar bebidas alcoólicas a esse público com menos de 18 anos, ainda que gratuitamente, configura crime e quem o pratica está sujeito a pena de detenção de dois a quatro anos, mais multa de três a dez mil reais.
“Existe uma lei em nosso país, que é a Lei n. 13.106/2015, que proíbe o incentivo e a comercialização de bebidas alcoólicas para crianças e adolescentes. Entretanto, essa é uma prática ainda presente no Brasil, pois muitas pessoas acreditam que só um copinho não faz mal. Isso é mentira. Precisamos estar vigilantes e coibir essa prática que é aparentemente inofensiva, mas que pode impactar profundamente a vida dessa criança ou desse adolescente”, concluiu Junior Amaranto.
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