Acusado do assassinato do empresário Petrúcio Tojal vai a julgamento em setembro
Vigilante apontado como autor do crime responde a processo em liberdade
O acusado do assassinato do empresário e advogado Petrúcio Tojal vai sentar no banco dos réus no próximo dia 13 de setembro, em júri popular que está marcado para o Fórum de Arapiraca.
Os filhos da vitima, Petrúcio Tojal Júnior e José Alfredo da Silva Neto, confiam na condenação do réu, que trabalhava como vigilante terceirizado na empresa que pertencia ao pai.
"Na época, houve entendimento que não havia elementos que servissem de prova no crime, e por isso ele ganhou o beneficio de responder em liberdade. Mas, a partir das investigações, não resta dúvida que meu pai foi assassinado", afirmou Petrúcio Tojal Júnior.
Para os irmãos, uma das principais provas de que o vigilante teve a intenção de provocar a morte do pai dele é o fato de o acusado ter deixado a vitima agonizando sozinha dentro do estabelecimento comercial e só ter entrado em contato após aproximadamente 40 minutos do ocorrido.
"Minha casa fica ao lado da loja. Se tivesse sido um acidente, ele teria ido na minha casa me chamar, mas não foi isso que ele fez. Em momento nenhum ele prestou qualquer tipo de socorro ou chamou a Samu para socorrer meu pai", declarou.
José Alfredo relatou que a familia está na expectativa de que o réu receba pena máxima pelo crime de homicidio doloso - quando o ato é intencional - e, para isso, contratou o advogado César Filho para atuar na assistência de acusação.
De acordo com nota enviada pelo advogado, o acusado mostrou "descaso com a dor da familia e da vida perdida da vitima".
"Um dos principais absurdos colhidos durante a instrução processual, é que após empurrar a vitima do primeiro andar do estabelecimento comercial da mesma, o acuado aguardou a vitima sangrar lentamente enquanto foi até a sua residência buscar um carregador de celular, em seguida se dirigiu a um posto de gasolina, e ao carregar o celular, ligou para os familiares do sr. Petrucio, isso passados mais de 40 minutos após a queda da vitima", declarou.
Entenda o caso
O empresário e advogado Petrúcio Tojal morreu ao cair da sacada do seu escritório, que ficada no primeiro andar de uma loja de revenda de veiculos, na madrugada do dia 14 de março de 2019.
No momento do ocorrido, apenas o vigilante noturno - funcionário de empresa de segurança contratada pela vitima - estava no local.
O segurança foi ouvido pela policia e apresentou várias versões sobre o caso: desde que o estabelecimento havia sido invadido por assaltantes, que haviam empurrado a vítima; passando por outra em que ele havia sido o empresário tropeçar no fio de um rádio e caído; até a última em que ele afirmou não ter visto a suposta queda, porque estava no banheiro.
Ele contou que depois, como estava com o celular sem bateria e sem carregador, voltou para casa de bicicleta, deixou o telefone carregando por um tempo e depois foi até um posto de combustíveis - com a explicação de que não queria acordar a família - para só então tomar as providências necessárias.
O vigilante ligou primeiro para o chefe de segurança da empresa onde ele trabalhava, depois telefonou para um policial que era conhecido dele, e só após isso é que avisou a policia e a familia sobre o ocorrido.
Devido às contradições no depoimento, o segurança teve a prisão decretada, mas menos de um mês depois a justiça decidiu que ele poderia responder em liberdade, porque não haveria, naquela época, elementos suficientes para considerá-lo culpado do crime.
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