Área Lilás do Hospital do Agreste atendeu mais de 80 vítimas de violência em dezembro de 2024
Deste total, 39% foram enquadrados como estupro de vulnerável (atendimentos a menores de 14 anos).
O Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca, acolheu 87 pessoas durante o mês de dezembro de 2024, por meio da Área Lilás, serviço vinculado à Rede de Atenção às Violências (RAV), da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).
O Boletim da Área Lilás, confeccionado em parceria com o Serviço de Epidemiologia do Hospital do Agreste, aponta que 85% das vítimas foram mulheres. Entre os tipos de agressão, 50,6% foram de agressão física, e 49,4% foram de violência sexual.
Deste total, 39% foram enquadrados como estupro de vulnerável (atendimentos a menores de 14 anos). Já em relação ao local da violência, 44% foram na residência da vítima, 19% na residência do agressor e 37% em outros locais.
A Área Lilás do Hospital de Emergência tem uma equipe multidisciplinar com atendimentos 24 horas por dia, todos os dias da semana. Além disso, também conta com os serviços dos profissionais de segurança pública.
“O boletim da Área Lilás foi instituído para colaborar na elaboração de ações internas de multiplicação de informações sobre o serviço, e externas, para que os poderes públicos tenham acesso a estes dados e possam realizar campanhas de conscientização sobre violência e encorajar as vítimas para denunciar as agressões. É fundamental mostrar para a sociedade que existe um local específico no hospital, com ética e zelo para os cuidados a vítimas de violência”, afirmou a psicóloga Yanna Albuquerque, coordenadora da Área Lilás do Hospital do Agreste.
O Hospital de Emergência do Agreste é referência para os atendimentos na II Macrorregião de Saúde, composta por 46 municípios nas regiões Agreste, Sertão e Baixo São Francisco.
“As vítimas de violência chegam fragilizadas e precisam de um local acolhedor com profissionais que estejam prontos para cuidar, olhar, ouvir, examinar, além do início dos procedimentos de segurança, de maneira ágil”, explicou a diretora-geral do HEA, a fonoaudióloga Bárbara Albuquerque.
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