"Paulo do Sofá" é absolvido por legítima defesa em julgamento da morte do irmão
Júri popular aconteceu nesta segunda-feira (19), no Fórum de Delmiro Gouveia
O silêncio do Fórum de Delmiro Gouveia foi quebrado, nesta segunda-feira (19), por um dos julgamentos mais aguardados da história recente do Alto Sertão alagoano. Após quase dois anos de expectativa, Paulo Ricardo Vanderlei, conhecido popularmente como “Paulo do Sofá”, foi absolvido por unanimidade pelo júri popular no caso da morte do irmão, Marcos Alex Gomes, o “Marquinho”.
A decisão do conselho de sentença — composto por seis mulheres e um homem — foi firmada após cerca de quatro horas de julgamento. O júri reconheceu a tese de legítima defesa, sustentada pela defesa, conduzida pelo advogado Elton Roberto. O júri foi presidido pelo juiz Eduardo Ligiero e contou com a atuação do promotor Paulo Henrique.
O CRIME
O crime ocorreu em 9 de outubro de 2023, na Praça do Desvio, em Delmiro Gouveia. De acordo com a investigação conduzida pelo delegado Rodrigo Rocha Cavalcanti, o episódio foi o ponto final de uma longa disputa familiar envolvendo os cuidados com a mãe idosa dos irmãos. A saúde frágil da matriarca, possivelmente diagnosticada com Alzheimer, teria acirrado os ânimos e gerado desentendimentos profundos entre Paulo e Marcos.
A família de Paulo alegava que Marcos não colaborava com os cuidados da mãe, enquanto a vítima acusava o irmão de se aproveitar da situação para realizar empréstimos indevidos em nome da idosa. O conflito culminou em uma discussão acalorada que, segundo testemunhas, terminou com Marcos agredindo Paulo com um capacete. Em reação, Paulo desferiu um golpe com um objeto perfurocortante no peito do irmão, que não resistiu aos ferimentos mesmo após ser socorrido.
Inicialmente denunciado por homicídio qualificado, o crime foi reclassificado para homicídio simples durante o andamento do processo judicial. Após permanecer foragido por nove meses, Paulo se entregou voluntariamente à polícia em julho de 2024, acompanhado por seu advogado, e desde então respondia ao processo sob custódia.
Durante o julgamento, a defesa argumentou que Paulo agiu para preservar sua vida diante da agressão sofrida. A argumentação convenceu o conselho de sentença, que votou de forma unânime pela absolvição do réu.
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