Invasão da Venezuela pelos EUA divide a classe política de Alagoas
Líder venezuelano foi capturado por militares americanos no último sábado
A recente intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela e a captura do ditador Nicolás Maduro provocaram uma onda de reações imediatas e polarizadas no cenário político alagoano. Entre o apoio à queda do regime e o repúdio à intervenção estrangeira, parlamentares do estado utilizaram suas redes sociais para expressar visões antagônicas sobre o caso.
A repercussão em Alagoas reflete a divisão nacional, opondo nomes da direita, que celebram o fim do chavismo, a lideranças da esquerda e do centro, que veem a ação americana como um perigoso precedente de imperialismo na América Latina.
Para uma ala dos políticos alagoanos, a ação militar liderada por Washington é vista como uma violação direta do direito internacional. O deputado estadual Ronaldo Medeiros (PT) foi um dos mais enfáticos ao classificar a medida como "colonialismo com roupagem democrática".
"A política imperial tenta vender um discurso moral, mas age com a lógica da força. Problemas internos de um país só podem ser resolvidos pelo seu próprio povo", afirmou Medeiros, argumentando que o interesse real dos EUA estaria nas reservas de petróleo venezuelanas.
No mesmo tom, o senador Renan Calheiros (MDB) utilizou suas redes para condenar a ofensiva. Calheiros classificou a invasão como "ilegal e inaceitável", cobrando uma postura firme de organismos internacionais contra o que chamou de ataque à soberania de uma nação vizinha.
A vereadora por Maceió, Teca Nelma (PT), também manifestou solidariedade ao povo venezuelano, alertando que intervenções militares historicamente resultam em instabilidade e sofrimento para a população civil da região.
No campo oposto, políticos alagoanos alinhados à direita celebraram a queda de Maduro, focando no caráter autoritário do regime venezuelano. O deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil), que há anos critica o governo de Caracas, comemorou a captura de quem ele define como um "narcotraficante".
"Até que enfim o povo venezuelano foi liberto desse tirano", exclamou Gaspar, aproveitando para criticar a proximidade histórica do governo Lula com o líder venezuelano.
O deputado federal Fabio Costa (PP) seguiu a mesma linha, afirmando que o fim da impunidade chegou para o regime. "Ditaduras não são eternas. Nicolás Maduro simboliza um regime que precisa acabar pela justiça e pela liberdade do povo", declarou o parlamentar.
Entre o apoio total e o repúdio absoluto, o ex-ministro e ex-deputado Maurício Quintella apresentou uma visão mista. Embora tenha classificado Maduro como um "ditador da pior espécie", Quintella expressou preocupação com os métodos utilizados.
Para ele, a legitimidade do processo depende da devolução imediata do poder aos venezuelanos. Caso contrário, alerta para o risco de um "precedente perigoso e incendiário" de uma nação subjugando outra de forma permanente.
Últimas notícias
JHC visita poço artesiano em Arapiraca e destaca ações que levam dignidade à população rural
Cabo Bebeto critica nova parceria da Sesau com hospital ligado a Gustavo Pontes
Defesa Civil alerta para risco de alagamentos e deslizamentos em Alagoas
Chuvas causam alagamentos e deixam moradores ilhados no bairro Girador, em Atalaia
Chuvas provocam adiamento de evento em homenagem ao Dia das Mães em Arapiraca
Prefeitura de Boca da Mata apura causa do incêndio que destruiu ônibus escolares
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem morre após complicações de dengue hemorrágica em Arapiraca
Estudantes se formam na Uninassau Arapiraca e descobrem que curso não é reconhecido
Com avanço das obras, novo binário de Arapiraca já recebe sinalização e mobiliários urbanos
