Polícia Civil realiza operação em imóveis da família de "Vitinho" em Arapiraca
O jovem está sendo procurado há mais de um ano pelo estupro e tentativa de feminicídio contra Maria Daniela, que ficou com sequelas neurológicas motivadas pelas agressões
A Polícia Civil de Alagoas realiza, na manhã desta sexta-feira (10), uma operação em imóveis ligados à família de Victor Bruno da Silva Santos, conhecido como "Vitinho", investigado por estupro e tentativa de feminicídio contra a jovem Maria Daniela Ferreira Alves. O suspeito está foragido da Justiça há mais de um ano.
As equipes policiais chegaram nas primeiras horas da manhã a uma residência da família localizada no povoado Poção, na zona rural de Arapiraca. Simultaneamente, outra frente da operação foi deflagrada na concessionária pertencente ao pai de Victor Bruno, situada em frente ao Mercado do Artesanato Margarida Gonçalves, no Centro do município.
Até o momento, a Polícia Civil não divulgou detalhes sobre o objetivo da ação. Ainda não há confirmação se a operação tem como finalidade o cumprimento de mandados de busca e apreensão, prisão ou outra medida judicial relacionada ao caso.
O Portal 7Segundos acompanha a movimentação e trará novas informações assim que houver posicionamento oficial das autoridades.
Caso segue em andamento na Justiça
A operação ocorre poucos dias após mais um avanço no processo que apura o ataque contra Maria Daniela Ferreira Alves, ocorrido em dezembro de 2024, no município de Coité do Nóia.
Na última audiência de instrução, realizada mesmo sem a presença do acusado, Victor Bruno da Silva Santos permaneceu foragido e não compareceu ao interrogatório. Durante a sessão, foram ouvidas a vítima e testemunhas indicadas pela acusação e pela defesa.
Segundo o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), encerrada a fase de depoimentos, o processo segue agora para a apresentação de eventuais diligências complementares. Em seguida, acusação e defesa deverão apresentar as alegações finais, antes da decisão judicial.
Relembre o caso
De acordo com a denúncia do Ministério Público, Maria Daniela, então com 19 anos, foi atacada após participar de uma confraternização escolar realizada em 6 de dezembro de 2024, em uma chácara na zona rural de Coité do Nóia.
A investigação aponta que o crime teria sido premeditado. Conforme a acusação, o suspeito teria dopado a jovem com medicamentos de efeito sedativo para impedir qualquer reação. Exames toxicológicos identificaram substâncias como Diazepam, Fenitoína, Haloperidol, Nordiazepam e Prometazina no organismo da vítima.
Após sofrer violência sexual e agressões que incluíram tentativa de asfixia, Maria Daniela permaneceu cinco dias em coma. Desde então, convive com graves sequelas neurológicas e depende do auxílio de familiares para realizar atividades básicas do cotidiano.
O caso provocou grande comoção em Alagoas e mobilizou manifestações de apoio à vítima, enquanto familiares e a sociedade seguem cobrando a localização e prisão de Victor Bruno da Silva Santos. A Polícia Civil ainda não informou se a operação desta sexta-feira tem relação direta com a tentativa de localizar o investigado.
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