Justiça

Réu por assassinato de mulher no Bosque se recusa a responder ao juiz durante júri

Anderson Gonçalves admitiu autoria do crime ao defensor, mas exerceu o direito ao silêncio

Por Erick Balbino 04/11/2026 10h10 - Atualizado em 04/11/2026 11h11
Réu por assassinato de mulher no Bosque se recusa a responder ao juiz durante júri
Réu por assassinato de mulher no Bosque se recusa a responder ao juiz durante julgamento - Foto: Assessoria/MPE

Durante o julgamento de Anderson Gonçalves, acusado de estuprar e assassinar Cícera Laura da Silva, de 47 anos, em janeiro deste ano, no Bosque das Arapiracas, em Arapiraca, o réu optou por permanecer em silêncio diante dos questionamentos do juiz.

Apesar de não ter confessado o crime durante o interrogatório em plenário, Anderson teria admitido a autoria do estupro e assassinato em conversa com seu defensor. A defesa pretende utilizar essa informação como argumento para buscar a redução da pena, caso haja condenação.

Ao ser questionado pelo magistrado, o acusado exerceu o direito constitucional ao silêncio e se recusou a responder às perguntas.

A confissão feita reservadamente ao advogado não deve ser confundida com uma admissão pública de culpa durante o julgamento. O interrogatório ocorreu como parte das etapas do Tribunal do Júri, que segue em andamento nesta quarta-feira (4), em Arapiraca.

Entretanto, o réu já havia confessando anteriormente o crime, durante interrogatório após sua prisão, ocorrida em 7 de janeiro.

Relembre o caso

Cícera Laura estava desaparecida há vários dias quando o corpo foi encontrado dentro do próprio Bosque das Arapiracas, a cerca de 30 metros de um dos trechos mais movimentados do parque, utilizado diariamente por pessoas que praticam caminhadas e atividades físicas.

A vítima foi localizada já sem vida, em circunstâncias que causaram forte comoção e revolta em toda a cidade. As investigações apontaram que Laura foi assassinada, e o caso passou a ser tratado como feminicídio.

O suspeito do crime foi preso pela Polícia Civil e, segundo informações repassadas à época, ele frequentava a mesma área onde o corpo foi encontrado e chegou a circular pelo local após o assassinato, como se nada tivesse acontecido, fato que chocou ainda mais a população.

Desde então, o crime se tornou um dos episódios mais marcantes da história recente de Arapiraca, reacendendo o debate sobre segurança pública, proteção às mulheres e a necessidade de políticas mais rígidas de prevenção.