Rodrigo Cunha
O querer e o poder
O mundo está mudando rapidamente e cada vez mais a população quer respostas rápidas para antigos problemas. Resolvi escrever sobre esse tema depois de ouvir nas ruas, de pessoas das mais diferentes camadas sociais e nos quatro cantos de Alagoas, perguntas como: quando teremos o fim da corrupção em todos os níveis? Por que os políticos não cumprem o que prometeram durante as campanhas eleitorais e a mais preocupante de todas: vale a pena ter esperança?
Confesso que, como político em meu primeiro mandato eletivo, não tenho resposta para tudo e percebo que muitos questionamentos são meus também, como cidadão, como pai de família. O noticiário nos bombardeia diariamente com escândalos, prisões, delações e toda gama de escárnio praticado em nome de alguns mandatos e suas relações promíscuas com organizações criminosas travestidas de empresas.
Mas costumo dizer que, para alterar este cenário, precisamos nunca perder a fé na mudança e ter esperança é o primeiro passo para subirmos os degraus que nos levarão à moralidade pública. Com isso, não quero dizer que apenas o voto e a vontade política vão fazer mágica e mudar o mundo. Para mudar o mundo, o país, os estados e as cidades, precisamos acompanhar de perto cada gestão. Precisamos tomar consciência que voto não se limita ao dia da eleição ou à campanha política.
Votar é escolher os candidatos e candidatas que têm as melhores propostas, mas é também ter a responsabilidade de cobrar a efetivação de tais promessas. Não adianta votar e achar que não tem “mais nada a ver com isso”. Cada ato de quem você ajuda a chegar no cargo público é seu também. Eles são seus representantes nas diversas instâncias e, em seu nome, exercem o mandato, defendendo princípios de legalidade e honradez.
Entre o querer e o poder, todavia, existem as muitas articulações que separam os políticos da maioria da população. Não quero carregar nenhuma bandeira vazia. Mas quero defender o encurtamento da distância entre querer e poder. Entre a vontade das pessoas e a ação efetiva do mandato nas boas práticas, nas leis mais justas e principalmente no monitoramento das ações e no cumprimento de cada proposta. Precisamos acompanhar cada passo para não se perder no caminho. Acredito nisso e ter esperança, nesse momento, deixou de ser uma opção e passou a ser uma obrigação. De todos nós.
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Sobre o blog
Natural de Arapiraca-AL, é graduado em Direito pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e pós-graduado em Gestão Estratégica Empresarial, pelo Instituto Superior de Línguas e Administração, em Lisboa, Portugal e em Direito do Consumidor pela Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp). Foi superintendente do Órgão de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/AL).
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