Maradona tinha transtornos hepático, renal e cardíaco, apontam exames
Jogador não tinha indícios de consumo de álcool, ou de narcóticos, nos estudos histopatológicos e toxicológicos
O lendário Diego Maradona sofria de doenças hepáticas, cardiovasculares e renais, mas não havia indícios de consumo de álcool, ou de narcóticos, nos estudos histopatológicos e toxicológicos - informou o Ministério Público de San Isidro, que investigava sua morte ocorrida em 25 de novembro, aos 60 anos.
Em nota divulgada na noite de terça-feira (22), o MP de San Isidro (periferia norte) divulgou os resultados das análises complementares da necropsia, ordenadas para determinar se houve negligência, imprudência, ou imperícia nos tratamentos de saúde.
De acordo com o relatório, Maradona sofria de cirrose, necrose tubular aguda (transtorno renal), glomeruloesclerose focal (insuficiência renal), aterosclerose (acúmulo de gordura e colesterol nas artérias), doença isquêmica do coração (aterosclerose das artérias coronárias) e hiperplasia arterial no nó sinoatrial (doença cardíaca).
As análises toxicológicas de amostras de sangue e urina apresentaram resultados negativos para álcool e entorpecentes, mas positivos para venlafaxina, quetiapina, levetiracetam e naltrexona. Smetilvenlafaxina, metoclopramida e ranitidina também foram detectados, de acordo com o relatório conhecido quase um mês após a morte de Maradona.
"É tão importante o que apareceu quanto o que não emergiu desses testes de laboratório, que, à primeira vista, confirmam que Maradona recebia drogas psicotrópicas, mas nenhuma medicação para suas doenças cardíacas", disse um dos pesquisadores à agência Telam.
A psiquiatra Agustina Cosachov e o cirurgião cardíaco Leopoldo Luque estão sob a lupa da Justiça por serem os dois profissionais que atendiam o ex-capitão albiceleste.
A necropsia realizada no dia de sua morte determinou que o "Pelusa" morreu em consequência de um "edema agudo de pulmão secundário a uma insuficiência cardíaca crônica agudizada, com miocardiopatia dilatada".
Há 20 anos, seu coração pesava o dobro do normal.
O campeão mundial consagrado no México-1986 havia sido operado de um hematoma na cabeça em 3 de novembro, cinco dias após seu 60º aniversário, em 30 de outubro. Nessa data, sua péssima condição física e a dificuldade de falar ao se apresentar no campo do Gimnasia, a equipe dirigia por ele, chocaram os presentes.
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