Gabriel Jesus busca redenção após viver trauma na Copa de 2018
Ao poupar os titulares, o técnico Tite dará oportunidade para Gabriel Jesus encerrar um trauma que o acompanha na Seleção Brasileira há quatro anos. O atacante vai ser titular contra Camarões, nesta sexta-feira, às 16h (de Brasília), com a missão de ser a referência do ataque, condição que perdeu no último ciclo, principalmente por não ter feito gol na última Copa do Mundo.
Com 21 anos no Mundial de 2018, na Rússia, Gabriel Jesus recebeu a camisa 9 da Seleção Brasileira e a responsabilidade de ser o artilheiro do time. Confiança não faltou ao atacante, que foi titular nos cinco jogos do Brasil naquela Copa do Mundo. Mesmo passando em branco, Tite justificou a permanência do jogador pelo papel tático em campo, principalmente pela movimentação ofensiva, que abria espaço para os companheiros.
A importância tática não foi valorizada pelos torcedores e Gabriel Jesus terminou a Copa do Mundo em baixa e apontado como um dos culpados pelo fracasso do Brasil. No entanto, a titularidade não foi questionada, já que o atacante vivia uma grande fase antes daquele Mundial. Foram 10 gols em 17 jogos, o que aumentou a expectativa em torno do camisa 9.
Apesar das críticas, Gabriel Jesus permaneceu com moral junto ao técnico Tite, que o manteve no grupo da Seleção, mas atuando em uma outra função. O atacante passou a jogar pelo lado direito do ataque, com Roberto Firmino, reserva na Copa da Rússia, como centroavante. Dessa maneira o jogador obteve destaque, fazendo gols importantes na conquista da Copa América de 2019, como nas vitórias sobre a Argentina, na semifinal, e Peru, na decisão.
Só que o título veio acompanhado de um longo jejum de gols, que durou 19 jogos e foi encerrado na goleada sobre a Coreia do Sul, por 5 a 1, em junho deste ano. Na seca de bolas na rede, Gabriel Jesus viu Tite testar Gabigol, Matheus Cunha e Richarlison, que acabou agradando e herdando a camisa 9.
Nesta Copa do Mundo Gabriel Jesus é o camisa 18, é reserva, mas conta com a confiança da comissão técnica, mesmo com números tímidos na atual temporada. Pelo Arsenal, foram 20 jogos e apenas cinco gols, mas uma importância absurda ao time, que é líder isolado da Premier League. É baseado nisso que Tite o convocou mais uma vez.
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