Mais de 800 famílias tiveram seus imóveis regularizados em Chã Preta, Viçosa e Mar Vermelho
O Poder Judiciário de Alagoas, por meio do programa Moradia Legal II, entregou, nesta quinta-feira (16), mais 850 registros de imóveis. Foram beneficiados 200 moradores de Chã Preta, 450 de Viçosa e 200 de Mar Vermelho.
Para o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), Washington Luiz Freitas, um dos benefícios do programa é a valorização que os imóveis passam a ter após o registro no cartório. O desembargador explicou ainda como seria a regularização sem ajuda do Moradia Legal II.
“Para a pessoa legalizar seu imóvel tem que propor ação de usucapião, pagar advogado e emolumentos. A ação demora um certo tempo e, em média, a despesa nunca é inferior a R$ 3.000,00, podendo chegar a R$ 5.000,00. A essência do programa é muito importante e todos ficam muito contentes, basta olhar o semblante dos que recebem”, disse o presidente.
Morador do município de Chã Preta, o ajudante de pedreiro Antônio dos Santos, de 42 anos, comprou um terreno do primo há 12 anos, onde construiu uma casa para morar com a esposa. Hoje, ele obteve, gratuitamente, o registro público de sua residência. “Estou muito feliz por receber esse documento. Eu não tinha previsão de quando poderia conseguir o registro porque minhas finanças são poucas e só posso assumir poucos gastos”, disse.
O prefeito Aldálio Vasconcelos de Holanda avaliou a entrega dos títulos como uma conquista para o município. “Eu acho que é um grande evento. O Tribunal nos atendeu prontamente e está fazendo um dia histórico para o município de Chã Preta”.
Viçosa
O agricultor João Gomes da Silva, de 62 anos, e sua esposa, Guiomar Rodrigues da Silva, de 60 anos, foram contemplados nesta quinta-feira (16), em Viçosa. “Agora fica uma coisa mais segura. Se eu quiser vender a casa vou negociar mais tranquilo porque quando eu comprei não tinha escritura”, contou o agricultor.
Durante a solenidade, a Câmara de Vereadores concedeu ao presidente Washington Luiz o título de cidadão honorário do município. “Agradeço ao povo e aos vereadores a confiança. Quando a pessoa se torna cidadã passa a ter responsabilidade com o município e tenham certeza de que minha responsabilidade será redobrada”, afirmou.
Mar Vermelho
A prefeita de Mar Vermelho, Juliana Almeida, explicou o que o município precisou fazer para poder participar do programa e agradeceu as orientações que recebeu do Judiciário e da Associação dos Notários e Registradores de Alagoas (Anoreg).
“Estou muito feliz porque o município possui 1.100 casas, sendo 60% delas no campo e 40% na área urbana. Com o Moradia Legal II, estamos regularizando quase 50% dos imóveis da cidade. E pretendemos trazer o programa de novo até regularizar todas as residências”, disse.
Período eleitoral
O coordenador do programa, juiz Carlos Cavalcanti, explicou que o Moradia Legal II fará uma pausa, a partir do dia 2 de julho, devido à aproximação do período eleitoral. A ideia é finalizar essa etapa com a entrega de 13 mil títulos. Desde o ano passado, já foram distribuídos 9.507 títulos, em 27 cidades alagoanas.
“O período das eleições implica certas restrições, entre as quais a proibição de eventos com a presença de agentes públicos para a entrega de benefícios sociais gratuitos, como é o caso do Moradia Legal II”, explicou.
Últimas notícias
Caso Marielle: Cármen Lúcia vota e STF tem maioria para condenar irmãos Brazão
José Dirceu resiste a nome de Renan Filho para chapa de Lula
Dois secretários de Paulo Dantas deixam o governo em abril para disputar as eleições
Carla Dantas pode disputar a Câmara Federal pelo PSD
Madrasta diz, durante julgamento, que mãos sujas de acarajé foram razão da criança ter caído da janela
Vigilância apreende 150 kg de carne imprópria para consumo em distribuidora de Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Defesa de Vitinho repudia oferta de recompensa e afirma que jovem corre risco de vida
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
