Morte violenta contra negros tem redução em Alagoas, aponta índice
Os dados oficiais do Núcleo de Estatística e Análise Criminal (Neac), da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) confirmam, que o índice de mortes violentas contra negros em Alagoas sofreu queda a partir de 2015, num quadro comparativo de quatro anos.
Subtraindo os números da soma de pardos (1479) e pretos (64) de 2012, que totalizam 1543, com os de 2016, que são 1187, até agora, sendo 1102 pardos e 85 pretos, há o registro de menos 356 mortes. A diferença do mesmo ano para 2015, com 1521 homicídios, é de menos 22.
Em 2013, conforme os relatórios do Neac, no Estado foram registradas 1905 mortes violentas, destas 1819 de pardos e 86 de pretos. Seguindo a mesma tabela em relação a 2014, os números confirmam 1841 crimes sendo 1777 pardos e 64 de pretos.
A partir de 1991, o Instituto Brasileiro de geografia e Estatística (IBGE) definiu que a classificação seria por cor ou raça definindo cinco categorias: branco, pardo, preto ou indígena. No entanto, ao se falar em negro o uso para referência do grupo é a junção das categorias preto e pardo que assim assumem a maioria da população no Brasil, não diferente em Alagoas.
Sobre o percentual de pardos e pretos mortos em Alagoas, como no restante do Brasil, o capitão Anderson Cabral, do Neac, afirma que é consequência da aglomeração dessa população nas zonas periféricas e de maior vulnerabilidade social.
“A maioria das pessoas que morreu nos últimos anos vítimas de crimes violentos é proveniente de áreas denominadas aglomerados subordinais ou de favelização, incidindo em maior quantidade de população não branca, conforme dados do IBGE. Dessa forma, os dados de cor de pele das mortes violentas retratam essa realidade”, ressaltou o Capitão Cabral.
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