Caso Jaciara: ex-marido será levado a júri popular por homicídio triplamente qualificado
Alderban de Souza foi preso após prestar depoimento e confessar que matou a comerciária
A 1ª Promotoria de Justiça de Coruripe apresentou o resultado da audiência de instrução do caso Jaciara, ocorrida nessa quarta-feira (12). A promotora Hylza Torres informou não ter havido nenhuma modificação na denúncia e reforçou que o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL) manteve o pedido para que o réu Alderban de Souza Ferreira, ex-companheiro da vítima, seja levado a júri popular por homicídio triplamente qualificado. Se condenado, a pena poderá ultrapassar 30 anos de prisão.
De acordo com a 1a Promotoria de Justiça de Coruripe, durante a audiência de ontem, o réu se manteve em silêncio e não apresentou testemunhas de defesa. As autoridades do Sistema da Justiça apenas ouviram os relatos das testemunhas de acusação. Inclusive, como elas não presenciaram o crime, limitaram-se a falar apenas sobre as condutas da vítima e do acusado.
“Não houve qualquer fato novo que pudesse contrariar o que já está exposto na denúncia, fundamentada em todas as provas e laudos que estão anexados aos autos”, enfatizou a promotora Hylza Torres.
Para o MPE/AL, o réu Alderban de Souza Ferreira deverá ser pronunciado pelo Poder Judiciário. Na sequência, será levado a júri popular. Apenas se isso ocorrer será marcada a data do julgamento.
“O réu deverá sentar no banco dos réus pelo cometimento de homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, tortura, asfixia e por ter utilizado de recurso que tornou impossível a defesa da vítima. É isso o que a promotoria sustenta", disse a promotora de Justiça.
Feminicídio
Além disso, em desfavor do ex-companheiro de Maria Jaciara Ferreira dos Santos recai a acusação de feminicídio e ocultação de cadáver, o que pode levar a pena a ser aumentada para mais de 30 anos de reclusão.
O laudo cadavérico feito pelo Instituto de Criminalística concluiu que a causa da morte da vítima foi em consequência de “traumatismo polimedular-esgorjamento e traumatismo crânio-encefálico, provocado pela ação de instrumento corto contundente".
Materialidade do crime e autoria
O inquérito policial do caso Jaciara foi conduzido pelo gerente de recursos especiais de Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), delegado Mário Jorge Barros, juntamente com os delegados Guilherme Iusten, Felipe Caldas e Vinícius Ferrari, todos da mesma unidade. Os investigadores da Polícia Civil consideraram o crime bárbaro e afirmaram que o próprio acusado confessou o crime, cujos detalhes passados por ele mesmo reforçaram os laudos dos Institutos Médico Legal (IML) e de Criminalística (IC).
Para os delegados, o assassinado ocorreu “na forma qualificada, tendo em vista a incidência de motivo torpe, por ter o réu cometido o crime mediante tortura ou outro meio insidioso ou cruel, e pelo fato do denunciado ter se utilizado de um meio que impossibilitou a defesa da vítima e a traição, como também pelo crime de feminicídio".
Veja também
Últimas notícias
Imagens de câmeras de segurança mostram acidente que matou adolescente no Trapiche
Renato Filho leva combate às bets para o Congresso Nacional
Galba Novaes visita Campestre e Colônia Leopoldina e relembra ações nos municípios
Flávio pede prisão de servidor do Planalto por caso Nossa Senhora Aparecida
'Se quiser ganhar dinheiro, ache um jeito honesto' diz Lula após proibir bet
Alagoas proíbe venda de bebidas alcoólicas no dia das eleições
Vídeos e noticias mais lidas
Jovem de 24 anos é baleado na mão e suspeitos fogem em São Sebastião
Merendeira é homenageada por equipe de escola em despedida
Ajustes no texto adiam votação da MP que acaba com a chamada taxa das blusinhas
Prefeitura inscreve para a segunda Consulta Pública do Plano de Mobilidade Urbana
