Contraproposta da PM pode dar fim a ameaça de aquartelamento
Renan Filho aposta em boa relação com a categoria para barrar greve
O govenador Renan Filho (MDB) falou na manhã desta quinta-feira (12) sobre a ameaça de aquartelamento da Polícia Militar em razão do imbróglio na negociação para aumento salarial da categoria. O governador confirmou que se reuniu ontem com os secretários do Segurança Pública, Fazenda e Planejamento para tratar do assunto e que uma proposta objetiva da tropa pode dar fim ao impasse. Os militares pediram 10,61% de aumento e o Governo ofereceu 3,8%.
“Ontem estive em reunião com o Secretário de Segurança, da Fazenda e do Planejamento. O Secretário de Segurança ficou de pedir às corporações para que elas, objetivamente, encaminhem uma ideia, um caminho a se seguir e a partir daí buscar soluções evitando radicalização e extremismos que não levam a nada e tiram a credibilidade de instituições muito sólidas e quem têm um papel muito importante para a sociedade. Nosso papel é defender o cidadão. Todos nós. Do governador ao soldado, passando pelos bombeiros[sic].”
O chefe do Executivo Estadual lembrou que tem boa relação com categoria e aposta nisso para convencer os militares, mas endureceu o discurso, lembrando que a mesma categoria foi a mais beneficiada com aumentos proporcionais em seus salários durante seu governo, em comparação a outros servidores. “Tenho uma relação muito próxima e vou apresentar à imprensa e conversar também com as categorias com naturalidade, que esse ciclo (2015/2018) teve o maior aumento proporcional para a PM e os bombeiros.”
Embora os militares representem menos de 20% do total de servidores, já somam mais de 30% da folha. Em entrevista a um tabloide de Alagoas, o secretário de Planejamento e Gestão, Fabrício Marques, declarou que a folha da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros - considerando militares ativos e na reserva - chega a R$ 100 milhões por mês. O montante é superior a R$ 1,3 bilhão por ano, incluindo o décimo terceiro salário. O secretário também falou que entre os anos de 2015 e 2018 a folha dos militares subiu cerca de 50%.
Diante dos números, o governo espera sensibilizar a tropa, lembrando que em outros estados brasileiros a realidade é diferente e algumas gestões têm atrasado salários. “Recentemente fizemos doações de cestas básicas para profissionais do Rio Grande do Norte. É importante que tenhamos serenidade. O Brasil vai ter uma mudança de governo em 2018. Não sabemos bem como é o ciclo 19/22 (em referência ao tempo de mandato do próximo pleito). Não tenho condição completa de saber o que vai acontecer nesse período, nem tenho certeza se eu estarei administrando Alagoas. De maneira que isso precisa ser discutido com toda clareza, toda a calma e toda a prudência, priorizando o interesse do cidadão e entendendo que as categorias têm sim legitimidade para buscar aumento salarial[sic]."
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