Universitários ampliam conhecimento com visita ao Complexo Prisional
‘Conhecendo na Prática’ integra a comunidade acadêmica e fortalece a gestão prisional; ações coordenadas pela Ressocialização surpreendem os estudantes
Aproximar a comunidade acadêmica do trabalho desenvolvido no sistema prisional é uma das diretivas da Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social (Seris). Nesta segunda-feira (22), dezenas de alunos do curso de Direito da Universidade Tiradentes (UNIT) estiveram no Complexo Prisional Alagoano para conhecer as ações de reintegração social que têm transformado vidas.
Os universitários conheceram o Núcleo Ressocializador da Capital, Horta e Centros de Monitoramento Eletrônico de Presos e Administrativo. Após a visita guiada pela Assessoria de Comunicação da Seris, o professor e advogado Ronald Pinheiro destacou a importância da vivência para os operadores do direito que atuarão na promoção da justiça dentro e fora do cárcere.
"O desafio da ressocialização é muito grande. Mas Alagoas tem desenvolvido um importante papel para que os egressos não venham a cumprir novas penas. Através de projetos como o Núcleo Ressocializador, o Estado tem conseguido diminuir o índice de reincidência criminal e é fundamental que os alunos conheçam essas vivências exitosas", afirmou o advogado Pinheiro.
A acadêmica do 6º período de Direito Monique Rocha revela que ficou surpresa com a realidade encontrada no Complexo Prisional e, futuramente, pensa em contribuir com as ações de reintegração social fomentadas pela Ressocialização. "Não imaginava que tínhamos presídio [Núcleo Ressocializador] que cumprisse as diretrizes da Lei de Execução Penal", falou.
"Esse é um espaço excelente para a realização de pesquisas, difundindo a metodologia que é empregada na unidade. Pude notar que os reeducandos já percebem que é possível mudar de vida através do estudo e do trabalho", salientou Rocha. Compactuando com o mesmo pensamento, a aluna do 5º período de Direito Tainá Cardoso reiterou a experiência enriquecedora.
"Ao olharmos para o sistema penitenciário, valorizamos os pontos negativos e esquecemos dos projetos importantes que são desenvolvidos aqui e das pessoas que saem realmente ressocializadas. É esse lado da gestão prisional que eu quero levar para as pessoas que convivem comigo. Quando não temos o contato direto, imaginamos uma realidade totalmente diferente", comentou.
"Nessas visitas foram trazidos importantes aspectos científicos para os alunos. Agora eles passarão a refletir mais sobre a justiça e ressocialização, seja através da elaboração de projetos ou com trabalhos de conclusão de curso. A gestão prisional está avançando e esse processo evolutivo depende do engajamento de todos, inclusive da comunidade acadêmica", concluiu Pinheiro.
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